quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Cádiz, a milenar porta de entrada da Andaluzia

Cádiz, a porta de entrada para a Andaluzia, na Espanha

Eu já contei aqui, como Hércules (ele mesmo, o deus grego) criou o Estreito de Gibraltar, ao empurrar com seus próprios ombros as terras que separavam o Oceano Atlântico e o Mar Mediterrâneo. O que eu (ainda) não contei é que, segundo a mesma lenda, o resultado desse trabalho colossal foi a fundação da primeira cidade para além do mundo conhecido da época, a milenar Cádiz. Habitada por fenícios, romanos, visigodos, mouros e cristãos, a cidade sempre foi fortemente disputada por sua privilegiada posição geográfica.
Daqui partiu Cristovão Colombo na expedição que chegou ao Novo Mundo e, a partir de então, passou a ser o porto de entrada da maior parte do ouro usurpado das colônias espanholas, no tempo da invasão (termo mais apropriado que o descobrimento, convenhamos) das Américas, Cádiz foi a principal porta de entrada da Andaluzia e por onde passaram grandes figuras da história da Espanha, durante os seus impressionantes três mil anos de existência.

domingo, 21 de agosto de 2016

As cerejeiras em flor, no Parque do Carmo

Festival das Cerejeiras no Parque do Carmo

As fotos que ilustram esse post bem que podiam ter sido feitas no Japão. Mas não foram. Essas imagens são no belíssimo Parque do Carmo, localizado na Zona Leste de São Paulo, onde mais de quatro mil cerejeiras florescem uma vez ao ano, desde 1978. A florada das cerejeiras (ou sakuras) é tão importante para os nikkeis (descendentes de japoneses) da cidade que até ganhou um Festival próprio, que acontece todo ano, em agosto. O Festival das Cerejeiras, organizado pela Federação de Sakura e Ipê no Brasil tem nas flores a sua principal atração, mas comidinhas gostosas e apresentações típicas também fazem parte da festa, que nós fomos conferir de perto.

sábado, 20 de agosto de 2016

Algarve: Ponta de Sagres e Cabo de São Vicente

Algarve: Ponta de Sagres e Cabo de São Vicente

Enormes falésias que parecem se atirar ao mar e lambidas por ondas colossais, que vem da imensidão do Atlântico. Não há dúvidas: a beleza soberba de Sagres é verdadeiramente impressionante. Mas, além da variedade de cor das rochas, do azul escarlate da água, da imensidão do mar à nossa frente, essa região do Algarve carrega também um mundo de histórias e lendas, que deixam a visita a essas terras ainda mais mágica.

domingo, 14 de agosto de 2016

A Lisboa de Fernando Pessoa

"Outra vez te revejo- Lisboa e Tejo e tudo-,
transeunte inútil de ti e de mim,
Estrangeiro aqui como em toda parte."
(Álvaro de Campos- Fernando Pessoa)
A Lisboa de Fernando Pessoa

Não me lembro, ao certo, com quantos anos descobri Fernando Pessoa, mas lembro desse dia, como se fosse hoje. Estava no meu costumeiro passeio mensal à livraria do bairro com minha mãe, que me permitia comprar um livro por mês ali. O escolhido da vez havia sido o (excessivamente) inocente "Pollyana Moça".  Estava feliz com a aquisição e quis eu mesma carregar a sacola com o novo livro, quando algo naquela bolsinha de plástico me chamou a atenção. Era a foto de um homem de rosto magro e fino, com um chapéu e bigodinho foras de moda (para os padrões do fim do século XX) e expressão triste. Do lado da foto, uma poesia impressa com um formato da letra que me atraiu e sem perceber comecei a ler, sem grandes pretensões:
    "Passa uma borboleta por diante de mim
    E pela primeira vez no Universo eu reparo
    Que as borboletas não têm cor nem movimento,
    Assim como as flores não têm perfume nem cor.
    A cor é que tem cor nas asas da borboleta,
    No movimento da borboleta o movimento é que se move,
    O perfume é que tem perfume no perfume da flor.
    A borboleta é apenas borboleta
    E a flor é apenas flor."

    (Alberto Caieiro)