segunda-feira, 23 de maio de 2016

Toledo, a primeira capital espanhola

Toledo, na Espanha

Uma imensa colina abraçada delicadamente pelo caudaloso Rio Tejo, numa geografia naturalmente protegida e bela. Assim é Toledo, antiga capital do Império Espanhol e que viu passar por suas praças e estreitas vielas diferentes povos e culturas, muitas vezes dividindo entre eles o mesmo território. Aqui cristãos, muçulmanos e judeus conviveram (não sem certa tensão, é fato) por muitos séculos, deixando suas marcas na história e cultura desse lugar, que apesar de pequeno em espaço é grande em importância para a formação do país que hoje conhecemos como Espanha.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Flamenco, a expressão da alma andaluza

Flamenco em Sevilha, na Andaluzia

Preciso confessar: uma das minhas grandes motivações para viajar é descobrir novas músicas e sons mundo afora. Antes mesmo de embarcar, já começamos a investigar manifestações culturais dos locais que vamos visitar e assim vamos fazendo uma imersão na realidade local e nos ambientando com a sonoridade da região. E isso não é (apenas) boemia. É também uma forma de entender a história e a cultura de cada lugar, já que as músicas típicas falam muito de como vivem os nativos, assim como de seus hábitos e tradições. 
Fazemos isso sempre, mas em poucos lugares isso foi tão forte e marcante, como com o Flamenco na Andaluzia. Claro que o turismo ajudou nessa imagem, mas para além disso há algo da alma do povo andaluz que está ali naquele elaborado jogo de canto, dança, palmas e instrumentos musicais, que nos arrebatou completamente. Demoramos para conseguir penetrar no mundo flamenco, pois chegamos na Andaluzia em plena Semana Santa, quando todas as nossas atenções ficaram voltadas para as manifestações religiosas, mas aos poucos fomos descobrindo novos lugares e experimentando diferentes estilos de tal forma que depois de três semanas na região, estávamos encantados por tudo que vimos, ouvimos e sentimos por lá.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Três anos na trilha




E não é que devagar e sempre, nosso blog completa hoje três lindos aninhos de vida? Passou rápido até, mas confesso que me surpreendo de ter conseguido manter esse espaço por tanto tempo, mesmo com a correria e as atribulações da rotina. E se consegui foi pelo carinho que tenho por cada texto aqui postado e por cada lugar que visitei, assim como aos comentários afetuosos que sempre me estimulam a continuar. Claro que outros fatores também contribuíram e acho que um muito especial é que eu sempre pensei pequeno, sem grandes pretensões, ou objetivos e fui construindo cada post até ele chegar aos 130 posts atuais. Comecei o blog, num longínquo 15 de abril de 2013 apenas para unir fotografia e escrita, duas paixões na minha vida e fui me animando e pegando o gosto pela blogagem (mesmo que amadora).

quarta-feira, 30 de março de 2016

Madrid e seus três grandes museus

Estátua de Velázquez, em frente ao Museu do Prado, em Madrid

Não foi inocente nossa escolha de hospedagem em Madrid. Era certo: queríamos estar próximo ao Prado e tínhamos um motivo, ou melhor, três deles: os museus Reina Sofía, Thyssen-Bornemisza e, claro, o Museu do Prado. A estratégia deu tão certo que já no primeiro dia na cidade, ainda sob efeito da diferença de fuso horário, fomos caminhar sem muito compromisso pelas redondezas e, de repente e sem planejarmos, estávamos em frente ao lindo prédio que abriga o Reina Sofía. E que delícia essa experiência vivida em todos os nossos dias madrilenhos de esbarrar à todo instante por esses museus e por uma história viva e presente de quando Madrid era a capital do maior império do mundo. É sobre essa experiência de intensa vivência com a arte espanhola (e mundial) nos nossos dias em Madrid, que relato nesse post.