segunda-feira, 10 de junho de 2013

Turismo de Base Comunitária em Tatajuba

Turismo Comunitário na vila de Tatajuba

Planejando a viagem e pesquisando sobre nossos destinos, descobrimos inesperadamente o que se tornaria uma das experiência mais marcantes dos nossos dias no nordeste: a hospedagem na Comunidade de Tatajuba, pela Rede Tucum. Este é um projeto inovador de turismo comunitário, existente em várias cidades do Ceará, que visa manter as tradições locais, assim como a autonomia da população nativa, sem interferência de especulação  imobiliária e exploração ambiental. Pretendo ainda escrever mais sobre a Rede Tucum, mas minha intenção agora é relatar apenas os dias inesquecíveis que passamos por lá.

Chegada à Tatajuba

Nossa primeira dificuldade foi: como chegar à Tatajuba? O vilarejo fica no meio das dunas e envolta por um enorme braço de mar, que deixa o lugar praticamente isolado na maré alta. Não há estrada asfaltada, nem toyota de linha que faça o trecho entre Jericoacoara e Tatajuba, então a (boa) solução que encontramos foi contratar o tradicional passeio de buggy que vai para a lagoa da torta e após o passeio ficaríamos na comunidade, ao invés de voltar com os outros turistas para Jeri. E funcionou.
Saímos por volta das 9h de Jeri já com nossos mochilões  e dividimos o buggy com duas senhoras de Fortaleza. Seguimos na direção oeste, passando por algumas praias pouco visitadas por turistas, como a praia de Mangue Seco. Aliás, vários antigos moradores de Jeri (incluindo nosso buggueiro) foram morar ali, fugindo da atual confusão e do alto custo de vida da anteriormente pacata vila de pescadores, que era Jericoacoara antes do turismo de massa. 
A Praia de Mangue Seco estava cheia de nativos e, achei muito curioso, uma porca gorda também  se refrescava tranquilamente no mar.

Logo após, chegamos na foz do Rio Guriú, que faz a divisa entre os municípios de Jijoca e Camocim. Para seguir, precisamos atravessar o rio numa balsa, passando pela comunidade de Guriú.
Turismo Comunitário na vila de Tatajuba
Atravessia do rio tucumduba
Em Guriú, o buggueiro faz uma parada, numa área de mangue que está sendo invadida por uma duna e está quase todo seco. O visual é único: o branco da areia entre os galhos secos do mangue fazem parecer que estamos numa cena de filme.
Turismo Comunitário na vila de Tatajuba
Limite delicado entre mangue e duna

Turismo Comunitário na vila de Tatajuba
Mangue sendo invadido pela duna
Nesse momento, num piscar de olhos, o tempo mudou e nuvens carregadas apareceram no céu. Elas acabariam por nos fazer companhia durante nossos dois dias em Tatajuba, período que mais choveu durante toda a viagem pela Rota das Emoções.
Continuamos o passeio e subimos uma duna (o que é proibido por lei, diga-se de passagem) e lá havia a possibilidade de descer a duna de tirolesa até uma lagoa seca. Esse é o tipo de turismo que não agrega e só causa destruição. Uma pena que os nativos estejam destruindo seu próprio patrimônio natural, em troca de um dinheiro fácil.
 Do alto da duna, vimos a chuva caminhando na nossa direção e um forte temporal caiu por alguns minutos.
Turismo Comunitário na vila de Tatajuba
Lagoa seca 

Turismo Comunitário na vila de Tatajuba
Vendedor protegendo-se do temporal
O bom é que as chuvas no nordeste nunca demoram muito e, mesmo com o tempo fechado, conseguimos seguir viagem pra Lagoa da Torta.
No caminho, passamos pela duna do Morro Branco, já em Tatajuba. Mais uma vez, estranhei ter um buggy lá em cima e perguntei pro nosso buggueiro: não é proibido subir em duna? Roberto me disse que apenas as dunas de Jeri eram protegidas, porque lá é um parque nacional. Pesquisando melhor e conversando com os moradores de Tatajuba, descobri que não é bem assim. Na verdade, TODAS as dunas são áreas de proteção ambiental e é proibido subir nelas de carro. Pretendo falar mais disso, em outro momento, mas é impossível não compartilhar da indignação dos moradores de  Tatajuba ao verem o desrespeito, por parte dos buggueiros com um lugar que pra eles é cheio de significado.
Acho que o Roberto percebeu meu desconforto em subir na duna e passou direto. Entramos na pequena vila de Nova Tatajuba e procuramos nossa anfitriã: a Mariazinha do seu Pedro Nonato. Não foi difícil achar a casa e rapidamente deixamos nossa bagagem (sem muito tempo para conversa, pois tinham outros turistas no buggy querendo continuar seu passeio) e seguimos. As longas e prazeirosas prosas ficariam pra mais tarde.

Lagoa da Torta de Tatajuba

Fomos praticamente os primeiros turistas daquele dia a chegar na Lagoa da Torta.

Lagoa da torta, em experiência de Turismo Comunitário na vila de Tatajuba
Lagoa da Torta, em dia de chuva

Lagoa da Torta em experiência de Turismo Comunitário na vila de Tatajuba
Será que chove? 

Logo depois da nossa chegada,  inúmeros buggys e toyotas chegavam, estacionavam e descarregavam turistas. Apesar dos garçons falarem que naquele dia a lagoa estava vazia, achei lotada demais. A comida era cara (com o famoso cardápio ao vivo, em que eles levam os peixes na mesa pro cliente escolher) e não achei das mais saborosas. Para baratear os custos,  propusemos às nossas colegas do buggy de dividir um prato conosco e elas aceitaram. Foi nossa sorte.
Antes de comer, fui passear pelo lago pra fugir do agito e percebi muita sujeira nas margens. Fruto desse turismo, que trata os lugares como mais um produto de consumo.

O tempo não estava dos melhores e parecia que iria chover a qualquer momento. Foi o que aconteceu, na hora do almoço. Um verdadeiro dilúvio caiu, enquanto comíamos e fomos obrigados a mudar de lugar e ir pra dentro do restaurante. E dessa vez, a chuva não durou poucos minutos. Durou mais de uma hora. E mesmo após estiar, continuou um chuvisco fino, que ora piorava, ora melhorava e nos acompanhou até o dia seguinte.
A chuva foi tão intensa, que vimos o nível da lagoa subir rapidamente, invadindo as barracas e chegando até onde estavam estacionados os buggys. Um belo espetáculo, já que os últimos dois invernos no nordeste não foram bons e a seca já está complicando a vida do povo, principalmente no sertão.


O Turismo Comunitário em Tatajuba

Saímos de lá por volta das 15h e o Roberto nos deixou em Nova Tatajuba, ainda embaixo de chuva. Depois de tomarmos banho e colocarmos roupas secas, sentamos na  varanda com a Mariazinha e ali ficamos por um bom tempo, conversando sobre a história do lugar e as dificuldades que a comunidade tem vivido com o avanço da especulação imobiliária, na pequena vila de pescadores.
Ela nos contou sobre cisão da própria comunidade, já que alguns moradores querem que o turismo venha com tudo pra região, trazendo dinheiro fácil e rápido; e outros (como a Mariazinha) preocupam-se com um turismo sustentável e que preserve às tradições para que não se repita o que aconteceu em Jeri, em que a população nativa foi praticamente expulsa após a chegada dos grandes empresários estrangeiros.
Com a Mariazinha, conhecemos a história de Tatajuba, assim como suas características demográficas e culturais. Impressionante como aquela moça conhece seu povoado. Ao contrário da famosa Dona Delmira (que conheceríamos no dia seguinte) e que conta essa história de forma mística e cheia de lendas, Mariazinha fala de dados concretos e tem grande preocupação com o futuro. Conversar com ela é enriquecedor e me fez repensar meus conceitos de turismo.
Mariazinha mora com seus pais, Dona Maria e Seu Pedro Nonato, duas pessoas simples e sábias, como todos deveríamos ser com o passar dos anos. Seu Pedro, ex-pescador, conhece cada variação da maré, cada movimento da areia, cada soprada de vento e esse conhecimento trouxe pra ele mais sabedoria que meus tantos anos de estudo acadêmico, tenho certeza.
Nativos de Tatajuba em experiência de Turismo Comunitário na vila de Tatajuba
D. Maria, S. Pedro e Mariazinha, nossos admiráveis anfitriões em Tatajuba
Saímos de lá e demos uma volta na vila. Ruas de areia, casas simples, uma pequena igreja e vários pescadores sentados em frente de suas casas, costurando suas redes de pesca. Um clima de paz e tranquilidade, que me encantou e me fez pensar que dois dias ali seriam pouco pra conhecer toda a beleza daquele lugar e a riqueza daquele povo.
Turismo Comunitário na vila de Tatajuba
Casa de pescador

Turismo Comunitário na vila de Tatajuba


Turismo Comunitário na vila de Tatajuba
Igreja de Tatajuba
Durante o passeio, passamos na frente da casa alugada por uma equipe, que está fazendo um documentário sobre brincadeiras de criança, filmando a molecada de Tatajuba e de outros lugares do Brasil. Não conseguimos conversar com ninguém, mas pesquisei sobre o projeto e achei fantástica a ideia.

Depois dessa caminhada, o tempo virou de novo e caiu mais chuva. Aproveitamos pra descansar um pouco e, quando acordamos, já era hora do jantar.
Em Tatajuba, não tem restaurantes (pelo menos, não vi nenhum, exceto uma lanchonete). Por isso, comemos todos os dias na casa da Dona Nenê e do Seu Manoel, que nos receberam de portas abertas e por quem criamos grande carinho.
Nativos em experiência de Turismo Comunitário na vila de Tatajuba
Jonas, D. Nenê e S. Manoel

Seu Manoel é um ex-pescador e que hoje trabalha com turismo, na Lagoa da Torta. Conta muitas histórias dos tempos de pescaria em alto-mar e demos boas risadas juntos.
Foi conversando com eles (e também com a Mariazinha) que descobrimos os problemas que eles tem enfrentado, por causa da duna do Morro Branco (aquela mesma que eu vi um buggy em cima, pela manhã). Dona Nenê nos contou que a comunidade já fez de tudo para impedir a subida dos buggys, até mesmo placas indicando a proibição, mas os buggueiros tiram as placas e continuam subindo lá inadvertidamente, já que não há fiscalização. Por conta disso, o processo de erosão da duna se acelerou e seu tamanho diminuiu consideravelmente, tanto que antes servia como orientação dos pescadores, quando voltavam de alto-mar e agora, eles não conseguem mais avistá-la de longe e usam o morro do serrote (de Jeri) para se localizar.

A comida da Dona Nenê é deliciosa e vale o preço (R$20 por pessoa). Comemos até nos refastelar e voltamos pra casa embaixo de chuva, com o guarda-chuva emprestado de Seu Manoel. Dormimos com o barulhinho gostoso da chuva no telhado e com a cama protegida por um mosquiteiro, pois tínhamos a companhia de muitos insetos e até de uma pequena rã, no nosso quarto.

Dona Delmira e Velha Tatajuba

Acordamos e tomamos um delicioso café-da-manhã, na Mariazinha. O  tempo ainda estava fechado, mas fomos passear mesmo assim. Queríamos conhecer a Dona Delmira, moradora da Velha Tatajuba e famosa por contar histórias fantásticas sobre o vilarejo. Para chegar até seu quiosque, precisaríamos atravessar o braço de mar que separa a nova da velha Tatajuba. Atravessamos na maré baixa e passamos por uma área de manguezal linda, mas pegamos o caminho errado e passamos por uma área lodosa e escorregadia.
Turismo Comunitário na vila de Tatajuba
Braço de Mar de Tatajuba, na maré baixa


Turismo Comunitário na vila de Tatajuba


Depois de uma caminhada de cerca de vinte minutos, chegamos na Dona Delmira e ela já estava na janelinha de seu quiosque contando suas histórias pra um (desatento) grupo de turistas. Eles foram embora e nós ficamos. Logo, ela começou a contar pra nós a mesma história e notei que o que ela falava era o mesmo texto de antes, decorado. No primeiro momento, confesso que me decepcionei um pouco, pois achava que a conversa com ela seria mais natural. Mas quando ela terminou, puxamos assunto e aí sim, conseguimos conversar de verdade. Falamos sobre amenidades e ela nos contou, cheia de orgulho, de quando foi entrevista pela Glória Maria (da Rede Globo) e que saiu em vários programas de TV, mas nunca assistiu nenhum deles. Falou um pouco da rotina na Velha Tatajuba e logo chegaram novos turistas e ela, mais uma vez, repetiu seu texto pra eles.

Dona Delmira, nativa de Tatajuba, em experiência de Turismo Comunitário na vila de Tatajuba
Dona Delmira

Dona Delmira conta da história da Vila de Tatajuba, que na década de 80 foi invadida por uma duna, que soterrou até mesmo a igreja, onde ela foi batizada. Os moradores foram obrigados a se mudar e alguns fundaram, então, a atual Nova Tatajuba, que fica num local seguro, já que o braço de mar lava as areias, levando-as para o mar e impede as dunas de chegarem no local. Já na Velha Tatajuba ainda há o risco de nova invasão por outra duna, mas a despeito disso, muitos moradores (como a própria Dona Delmira) reconstruíram suas casas e voltaram a morar lá e, segundo ela própria, eles desenvolveram uma técnica de plantio na duna que impede sua movimentação (mas isso ela não contou na história decorada, não- foi na conversa informal mesmo, que descobrimos).
A famosa moradora continua sua história falando sobre as lendas que envolvem a duna do Morro Branco, que fica atrás da Nova Tatajuba. Segundo ela, antigamente o braço de mar era um braço de rio e muitos navios entravam ali e encalhavam, sendo encobertos pelas dunas que passavam e destruíam tudo. Só que com a duna do Morro Branco aconteceu diferente. O barco que ali encalhou segurou a duna e ela não sai do lugar, porque é encantada e, segundo ela, o barco ainda está lá embaixo da duna. Ali muitos moradores já viram coisas invisíveis e do além.
Resolvi gravar a história de Dona Delmira e ouvi várias vezes o vídeo para conseguir entender os detalhes de tanta história.



Ouvindo a Dona Delmira falar sobre a duna encantada aumentou ainda mais minha indignação com os buggeiros que sobem lá, desrespeitando esse lugar sagrado para os moradores de Tatajuba.

Enquanto estávamos por ali, nova chuva caiu e esperamos ela passar pra voltar e acabamos por pegar a maré cheia, tendo que atravessar o braço de mar com água na coxa. Atravessar rios, lagoas e braços de mar acabou se tornando comum pra nós, nesses dias pelo nordeste.

Voltamos pra Nova Tatajuba e seguimos pro almoço na Dona Nenê. Mais uma agradável conversa e uma surpresa: ela cozinhou sururu para o Thiago, que tinha mencionado na véspera que sua mãe fazia muito, quando era criança. Ele até se emocionou, quando comeu o tal sururu.

Praia de Tatajuba

Depois do almoço, descansamos um pouco e quando acordamos, seguimos para conhecer a praia de Tatajuba. Tivemos a companhia do nosso fiel cão-guia: Dino, o cachorro do seu Pedro, que nos acompanhou quase que o dia todo em nossas andanças.
Turismo Comunitário na vila de Tatajuba
Nosso cão-guia, Dino

A praia é, de fato, deslumbrante. A maré estava baixa e andamos uns bons quilômetros pra chegar até o mar e nesse trecho de areia molhada, o visual é de tirar o fôlego. Vários lagos se formam e num deles tivemos que atravessar com água até o joelho.

Turismo Comunitário na vila de Tatajuba
Praia de Tatajuba e o braço de mar

Turismo Comunitário na vila de Tatajuba
Praia de Tatajuba

Após, finalmente, chegarmos até o mar, fiquei com medo da distância que estávamos da vila. As casas na praia estavam pequenas de tão longe que estávamos. E pensar que em algumas poucas horas aquelas areias aonde pisávamos tão tranquilamente seriam tomadas pelo mar. Fico impressionada com a variação da maré, em todo nordeste. Mas em Tatajuba foi onde observamos isso com mais força.
De lá, me peguei pensando na conversa da véspera com a Mariazinha e sobre um trecho específico: segundo ela, todos os terrenos na beira da praia já estão vendidos, apesar de (ainda) não construídos. Foi inevitável me questionar: será que daqui uns anos Tatajuba ainda vai estar assim tão linda e preservada, como agora? Torço pra que sim e que a ganância humana não vença aquele lugar paradisíaco.

Duna do Morro Branco

Voltamos pra vila e seguimos pro nosso último (e mais esperado) destino em  Tatajuba: a Duna do Morro Branco. O plano era ver  o pôr do sol lá de cima, mas o tempo não ajudou e não vimos nem a cor do Sol, naquelas dias. Mesmo assim, o visual é esplêndido. Conseguimos vislumbrar o tamanho do braço de mar, as vilas que compõe Tatajuba, além do campo deslumbrante que se forma atrás da duna, todo verdinho e com um lago lindo.

Turismo Comunitário na vila de Tatajuba
Entrada do braço de mar, vista da duna

Turismo Comunitário na vila de Tatajuba
Vista da duna do Morro Branco

Turismo Comunitário na vila de Tatajuba
Campo atrás da duna
Descemos as dunas já escurecendo. Jantamos com Dona Nenê e Seu Manoel e as despedidas foram emocionadas. No dia seguinte, seguiríamos pra Camocim. A princípio, pegaríamos uma toyota de linha que faz o percurso todos os dias, mas seu Pedro nos ofereceu carona no seu buggy e aceitamos prontamente. O horário de saída sempre depende da maré, já que em um trecho do caminho, o mar sobe tanto que inviabiliza a passagem. Na manhã seguinte, a maré baixa seria às 6h e era esse nosso horário de partida.
Dormimos com o coração apertado, emocionados com tudo que vivemos naqueles dois (curtos) dias, em Tatajuba. Fomos embora já pensando em quando poderíamos voltar ali. Espero que em breve.

Mais fotos:

Turismo Comunitário na vila de Tatajuba
Travessia do rio, em Guriú


Turismo Comunitário na vila de Tatajuba
Tatajuba

Turismo Comunitário na vila de Tatajuba
Tatajuba

Turismo Comunitário na vila de Tatajuba
Travessia do braço de mar

Turismo Comunitário na vila de Tatajuba
Dino

Turismo Comunitário na vila de Tatajuba
Praia de Tatajuba

Turismo Comunitário na vila de Tatajuba
Praia de Tatajuba
Turismo Comunitário na vila de Tatajuba
No quiosque da D. Delmira

Informações Prática

Onde ficar?
A Rede Tucum de Turismo Comunitário organiza vários roteiros na costa cearense junto às comunidades locais e é possível realizar com eles, através do contato nesse link.
Ou diretamente com a Mariazinha no telefone: (88) 8801-2559

Como chegar?
O acesso não é simples, pois Tatajuba fica cercado por dunas e é necessário uso de carro tracionado para chegar até lá. 
Nós chegamos de buggy, vindo de Jericoacoara no passeio contratado até a Lagoa da Torta. Há também um transporte regular diário (exceto aos domingos) entre Tatajuba e o centro de Camocim com horários que variam com a maré, que é o mais barato. 
O jeito mais fácil é combinar diretamente com a Mariazinha o transporte.



6 comentários:

  1. Bacana seu relato...mas se vc postar os contatos ira nos ajudar muito mais... abs Leo

    ResponderExcluir
  2. estou em Acarau..indo para Jeri amanhã

    ResponderExcluir
  3. Leo, obrigada pela visita. Meu foco no blog é mais em fazer um diário de viagem com impressões pessoais e lembranças. Mas tenho todos os contatos e informações comigo e se quiser algo, será um prazer lhe ajudar!

    ResponderExcluir
  4. Olá ! Teria o contato da casa em que ficaram em Tatajuba ? Obrigado !

    ResponderExcluir
  5. Olá, Marcelo! Ficamos na casa da Mariazinha (filha do Seu Pedro Nonato). O telefone é (88) 8801-2559. Fizemos a reserva pela Rede Tucum, mas acho que é possível contato direto com ela pelo celular. O site da Rede Tucum é: http://www.tucum.org/
    A diária foi R$80 pro casal com café da manhã e as refeições na casa de moradores na média de R$20 com bebida e sobremesa.

    Se precisar de mais alguma coisa, é só falar! ;)

    Abraços

    ResponderExcluir