sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Praia da Raposa, um bate-e-volta a partir de São Luis

Praia da Raposa, um bate-e-volta a partir de São Luis

Já havíamos visitado o município de Raposa em maio de 2013, quando fizemos o roteiro pela Rota das Emoções, indo num bate-e-volta a partir de São Luis. Mas, naquela ocasião, chegamos tarde à cidade e a maré já não nos permitia fazer o passeio de barco pelas praias da região. Só nos restou almoçar num delicioso restaurante em frente ao encontro do Rio paciência com o mar e apreciar de longe a paisagem. Ficou aquela sensação de que precisaríamos voltar pra completar o passeio e foi o que fizemos, em junho desse ano, aproveitando que estávamos na cidade para os festejos do São João.

Dessa vez, acompanhados de nossos queridos amigos Rafa e Renato, saímos apressados de casa e conseguimos chegar na risca do tempo para zarpar num dos inúmeros barquinhos que nos levam pra conhecer a região. Foi uma tarde agradável, que relato a seguir.

Praia da Raposa


O município de Raposa fica na ilha de São Luis (junto com mais três cidades: São José do Ribamar, Paço do Lumiar e a própria cidade que dá nome à ilha). Localiza-se a apenas 30km de São Luis, o que possibilita um tranquilo bate-e-volta a partir da capital. Foi o que fizemos no único dia que estávamos os quatro (Rafa, Renato, Thiago e eu) em São Luis, já que nossos dias nos Maranhão foram bem diferentes com chegadas e partidas em dias e horários completamente diversos.

A Raposa é pequena e basicamente vive da pesca. Muitas casas são construídas em palafitas para se adaptarem às variações da maré. A geografia do lugar é bem curiosa, já que o Rio Paciência, desemboca bem ali, mas antes de desaguar, ele fica paralelo ao mar, interpondo-se entre a cidade e a fina faixa de areia, que compõe a Praia de Carimã, ou seja, pra tomar banho de mar só temos duas opções: pegar um barquinho na maré alta até o outro lado do rio, ou esperar a maré seca e caminhar pelo lodo que se forma na ausência de água. A primeira opção nos pareceu mais razoável e, apesar de uma certa correria, conseguimos chegar a tempo de embarcar quase que no último barco, o das 11h.

Praia da Raposa, um bate-e-volta a partir de São Luis
Navegando pelo rio entre a cidade de Raposa e a praia

Numa rápida viagem de não mais de quinze minutos, chegamos às dunas, mas não à praia. Pra chegar até lá, ainda precisávamos caminhar pela curta faixa de areia que levava ao mar.

Praia da Raposa, um bate-e-volta a partir de São Luis
Dunas em direção ao mar

Esse trecho de dunas me lembrou muito Itaúnas e bateu até saudade do carnaval delicioso que passamos por lá. Aqui na Raposa, as dunas são menos extensas do que na pequena vila capixaba e rapidamente chegamos à praia. Ainda bem, já que o Sol era de escaldar. Assim que chegamos, todos foram direto pra água, menos eu que achei o mar meio agitado e preferi ficar fotografando.

Praia de Carimã, na Raposa, num bate-e-volta a partir de São Luis
Praia de Carimã

Aproveitamos a praia, mas não ficamos muito tempo, já que o Sol castigava e também porque ainda tínhamos mais passeio pela frente. Na volta, um susto: nos perdemos do nosso barco. Pegamos um caminho diferente pelas dunas e nos confundimos com o local que ele havia parado. A confusão foi rápida e logo nos achamos.

Praia da Raposa, um bate-e-volta a partir de São Luis
Caminho de retorno ao barco

De volta ao nosso barquinho, seguimos rio acima e paramos num banco de areia, onde conseguimos descer e tomar banho na água salobra do rio. A correnteza era forte a ponto de termos que ficar segurando uma corda jogada pelo barco pra não sermos levados rio abaixo, mas mesmo assim foi uma delícia ficar ali nos refrescando e proseando. A corda era motivo de brincadeiras e peripécias, um querendo puxar o outro. Foi difícil o barqueiro conseguir nos tirar dali, mas ele usou o argumento inquestionável de que a maré estava baixando e que ficaríamos presos no meio do caminho. Resignamo-nos e partimos.

Na chegada, aproveitamos pra almoçar no mesmo restaurante que eu e Thiago havíamos estado no ano passado, só que dessa vez ele estava mais movimentado. A prosa ali se estendeu, junto com a cervejinha e um peixe (razoável, mas não dos melhores) e fomos embora já no entardecer.

Praia da Raposa, um bate-e-volta a partir de São Luis
Entardecer na Raposa

Enquanto estávamos no trapiche, tirando as últimas fotos, conhecemos três meninos simpáticos e bons de prosa, que ficaram um bom tempo conosco e nos acompanharam até o carro. Achei que, em algum momento, eles pediriam dinheiro, mas isso não aconteceu. Estavam ali conosco pela simples curiosidade de conversar com alguém diferente deles.

Nativo de Raposa
Nativo de Raposa

Antes de ir embora, revisitamos uma das nossas atrações preferidas da Raposa, o Motel Calango, um barco abandonado, que segundo o anúncio, funciona 24 horas para os casais apaixonados (e aventureiros). Ele continuava lá, no mesmo lugar e do mesmo jeito que o encontramos no ano passado. Renato e Rafa se divertiram ali e foi impossível não fazermos algumas piadas com o lugar.

Praia da Raposa, um bate-e-volta a partir de São Luis
Motel Calango (foto de 2013)

No fim da tarde, já chegávamos de volta à São Luis para aproveitar mais uma noite de São João. Pra mim, seria a última, já que naquela madrugada, eu já voltaria pra São Paulo. Mas os três mosqueteiros (Rafa, Renato e Thiago) ainda conseguiram aproveitar mais alguns dias e foram até mesmo a Alcântara, lugar que ainda não consegui visitar e que está na minha lista de prioridade no Maranhão, junto com mais noites de São João. Quem sabe em 2015?


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2 comentários:

  1. Respostas
    1. Esse ficou curto mesmo. Em sua homenagem! Há!
      Mas eu juro que estou dividindo mais os posts. Só que o que acontece é que ao dividir, eu acabo escrevendo mais sobre aquela pequena divisão! hahahahahaha


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