domingo, 1 de março de 2015

Descendo a Serra do Rio do Rastro

Serra do Rio do Rastro

A Serra do Rio do Rastro é uma daquelas estradas que fazem valer a pena todo o cansaço de viajar de carro por grandes distâncias. Tanto sua subida, quanto sua descida são uma aventura cheia de belas paisagens, curvas sinuosas e incontáveis paradas nos mirantes para admirar as belezas do lugar. Passamos por aqui, quando voltávamos de Urubici, em direção ao litoral catarinense, na reta final da nossa viagem de fim de ano, descendo suas ladeiras sem pressa e curtindo um dos principais cartões postais de Santa Catarina.

O Mirante da Serra do Rio do Rastro

Nosso passeio por esse badalado caminho, começou em seu mirante principal, no ponto mais alto da serra a 1421m de altitude, ainda na cidade de Lauro Muller. De lá, temos exata noção do que nos espera a frente: curvas, curvas e mais curvas. Mas é impossível deixar de observar a paisagem grandiosa que envolve o asfalto: paredões enormes, uma mata verdejante e até uma cachoeira que corre bem próxima à estrada. O barulho do vento se mistura ao dos caminhões que sobem e descem buzinando alto, avisando aos que vem antes da curva, que ele vai passar, ocupando as duas pistas. Isso porque com a sinuosidade da estrada, os caminhões precisam ir na pista oposta para conseguirem ter jogo para manobrar.

Serra do Rio do Rastro
Mirante da Serra do Rio do Rastro

Serra do Rio do Rastro
Mirante

Serra do Rio do Rastro
Estrada cortando a serra

Serra do Rio do Rastro

E que comece a descida...

Começamos a descida e logo percebemos que, de fato, o tráfego ali é intenso. O Thiago teve que dirigir com bastante cautela e atenção, enquanto eu só curtia a paisagem mesmo, alheia aos perigos do caminho. Um dos primeiros pontos de parada foi numa cachoeira que passa bem próxima da estrada e o Thi, obviamente, se arriscou e foi tomar um banho lá.

Serra do Rio do Rastro
Cachoeira do Rio do Rastro corta a estrada

Serra do Rio do Rastro
Descendo...

Depois de quase uma hora de descida, chegamos na cidade de Guatá, onde termina a serra e deixamos uma bela paisagem pra trás.

Serra do Rio do Rastro
A serra fica pra trás

Olhávamos agora em direção à praia, afinal, nosso plano era ainda tomar um banho de mar, na Praia do Rosa ainda nesse dia. É claro que já imaginávamos que pegaríamos trânsito no litoral catarinense, em pleno janeiro. Foi assim, no começo de 2014, quando viemos buscar um amigo querido, em Joinville e não seria diferente nesse verão. Um congestionamento monstro nos impedia de chegar ao nosso destino e decidimos, então, fazer um longo atalho, pelas margens da Lagoa do Imaruí, aumentando em muito nosso tempo de viagem. Pelo menos, recebemos um belo presente, assistindo a um fenomenal pôr-do-sol nas águas do lago.

Lagoa do Imaruí
Fim de tarde na Lagoa do Imaruí

Lagoa do Imaruí

Com o dia se esvaecendo, chegamos à Praia do Rosa e logo tomamos um banho de água fria: tudo estava lotado e intensa movimentação de carros atrapalhava nossa chegada à praia. o bom foi que, quando finalmente chegamos, uma lua cheia espetacular nos deu às boas vindas. O Thiago resolveu cair no mar, mesmo no escuro e eu fiquei fotografando aquela lua fabulosa.

Praia do Rosa
Lua cheia na Praia do Rosa

Apesar do cansaço do dia inteiro de viagem, optamos por fugir do agito e resolvemos dormir em Joinville. Afinal de contas, precisávamos voltar pra casa, pois o ano já tinha começado e nossa viagem, tristemente, já chegava ao fim.


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