quarta-feira, 24 de abril de 2013

Turismo Comunitário no Lago Titicaca


Turismo Comunitário na Isla Amantaní, no lado peruano do Lago Titicaca.

Nossa passagem pelo Lago Titicaca foi inesquecível. Sua beleza, somado ao íntimo contato que tivemos com a cultura local durante a estadia na casa de nativos e a superação dos limites físicos de cansaço e altitude me marcaram pra sempre. Foram, sem dúvida, os dias mais intensos e enriquecedores da nossa  viagem ao Peru.

Chegamos em Puno antes das 5h da manhã e fomos recebidos pelo nascer do sol, em frente ao Lago Titicaca, que nos deixou sem fôlego de tão lindo.


Nascer do Sol no Lago Titicaca
Nascer do Sol, no Lago Titicaca

Puno, a porta do Lago Titicaca

Nossa idéia era passar o menor tempo possível em Puno, pois já tínhamos informação que era uma cidade feia, suja, barulhenta e sem nenhum atrativo turístico, além do Lago Titicaca. Usamos a cidade apenas como base para fazer o passeio pelas ilhas Uros, Amantaní e Taquile, nossos destinos na região.

Chegamos ao centro da cidade antes das 6h e fomos direto para a agência turística que nos levaria de  barco pro passeio. Eles só abririam às 7h e ficamos na praça, segurando as malas e vendo a confusão e barulheira que faziam os táxis que pareciam buzinar pro nada.

Após acertarmos o passeio com a agência, trocamos de roupa lá mesmo, separamos uma muda de roupa pra pernoite no lago e deixamos as malas na própria agência, o que facilitou nossa vida durante a "expedição" pelo Titicaca, mas acabou gerando uma grande confusão, no dia seguinte.

Chegamos no barco e nos juntamos a nossa agradável turma, que nos faria companhia pelos próximos (quase) dois dias.

Ilhas Uros, primeira parada no Lago Titicaca

Nossa primeira parada, ainda bem próximo de Puno, foi nas Ilhas Uros, as famosas ilhas flutuantes, construídas com uma planta do próprio lago, a totora. Esse povo indígena foi parar no meio do lago após resistirem à dominação inca e fugir dos conflitos com seus ostensivos soldados. Os incas foram conquistadores tenazes que construíram seu grande império invadindo e absorvendo outros povos indígenas. Ninguém é ingênuo de achar que eles dominaram grande parte dos Andes pacificamente. Pela proximidade com a Bolívia, que faz fronteira com o Peru no meio do Lago Titicaca, os Uros sofreram grande influência dos índios Aymara e é deles que provém  seus hábitos e sua língua e não falam o Quéchua (língua nativa dos incas).
Atualmente,  os uros vivem basicamente do turismo, esperando os barquinhos chegarem até suas ilhas para apresentar-lhe suas casas flutuantes e vender seu artesanato, porém são historicamente grandes pescadores e tem resistido bravamente às dificuldades e pobreza de se viver tão rudemente. Grande parte do tempo dos uros é gasto em renovar a base da ilha, que sofre decomposição constante, por ser feito de material orgânico. Cada vez mais, as novas gerações saem para estudar em Puno, ou Juliaca e muitos não voltam mais a sua antiga moradia flutuante.
Em cada pequena ilha, moram uma ou duas famílias. Visitamos uma ilha, em que duas famílias dividiam o espaço e um deles nos levou até seu minúsculo quarto com uma cama e nada mais. A sensação de andar na totora é esquisitíssima, pois parece que vamos afundar naquele solo com consistência arenosa sem ser de areia. No total, devem existem umas 40 ilhas dessas e algumas possuem boa estrutura com  uma igreja (alguns uros converteram-se ao cristianismo) e até mesmo uma escolinha primária. A grande maioria do povo uros vive em isolamento e não tem contato com os turistas. Ainda bem.

Islas flutuantes de Uros, no Lago Titicaca, ainda dentro do Peru.
Mulheres uros aguardando os turistas, numa das suas pequenas ilhas


Islas flutuantes dos Uros, no Lago Titicaca peruano.
Ilhas Uros

Passamos bastante tempo com os uros e fomos obrigados a voltar pro barco. Aliás, nosso guia merece um parágrafo especial: mais boliviano que peruano e um figuraça gente boníssima, além de completamente viciado pela folha de coca, que- dizem- não vicia, mas o Tito me fez duvidar disso, tamanha voracidade tinha em mascá-las, enquanto pilotava o barco.

Turismo Comunitário na Isla Amantaní

Todos à bordo e teríamos uma longa viagem até nosso próximo destino: a Ilha Amantaní. De fato, foram mais de 3 horas de saculejo e fiquei impressionada com o tamanho das ondas do Titicaca, além é claro da extensão do próprio lago, o maior da América do Sul e o mais alto do mundo, a sufocantes 3800m de altitude. O  Thi, famoso por enjoar em viagens em alto-mar, ficou branco (literalmente) e passou todo o percurso quietinho e nauseabundo. Que dó!
O azul escarlate das águas nos fez entender a devoção e adoração dos incas àquele lago, onde acreditavam que começou o mundo. Não duvido.
Turismo Comunitário na Isla Amantaní, no lado peruano do Lago Titicaca.
O azul do Titicaca
Enfim, chegamos a Amantaní. Fiquei aliviada de finalmente sair daquele barco e comecei a subir o morro, em direção aos nativos da ilha que já nos esperavam pro almoço. Bem, a velocidade rápida foi só no início, porque logo a altitude me venceu e  o cansaço foi cada vez piorando mais. Andava a passos de tartaruga, me arrastando e rezando pelo fim daquela subida, que parecia não ter fim. No dia seguinte, mais descansada e ambientada com a altitude, me dei conta que a subida nem era tão grande assim (uns 300m no máximo), mas nesse primeiro dia eu sofri com a rarefação do ar, que era ainda maior que em Cusco. Eu era a mais lenta do grupo e fiquei pra trás até mesmo de um casal de coroas americanos. Ok, eles eram mochileiros profissionais e já estavam há tempos no Peru, então nem foi tanta vergonha assim, né?!
Turismo Comunitário na Isla Amantaní, no lado peruano do Lago Titicaca.
Visual de uma das minhas inúmeras  pausas pra descansar, ao longo da subida de Amantaní

Finalmente, alcancei o grupo e o Tito, nosso prestimoso guia, nos dividiu para conhecermos os anfitriões. A nossa era a adorável e pequenina, Norma Julia. Junto conosco ficou um casal de brasileiros, também de São Paulo, que nos fizeram ótima companhia, durante todo o passeio.

Nativa da Isla Amantaní, nossa anfitriã na experiência em Turismo Comunitário, no lado peruano do Lago Titicaca.
Norma Julia

Mais uma (para mim, exaustiva) caminhada e chegamos até a casa de Norma Julia. Fomos recebido por sua mãe, uma senhorinha gorducha e simpática. Logo me surpreendeu a rusticidade do lugar: na frente, havia um campo, onde parece que eram plantados milhos e galinhas andavam por todo lado. A casa simples era composta por um pátio central (com chão batido) e os cômodos ficavam ao redor. Havia um banheiro do lado de fora da casa, onde apenas havia uma privada, sem descarga. Ao lado, um balde com água que fazia as vezes da descarga. Acho que não preciso me ater muito nesse assunto para fazer entender as dificuldades higiênicas do local. Não havia chuveiro e Norma Julia nos explicou que o banho era realizado com baldes, ao meio-dia (devido ao frio), do lado de fora da casa. Optei por ficar dois dias sem banho. A sorte é que o frio me ajudou a não ficar catinguenta, apesar de tanta caminhada.
Nosso quarto era simples, mas me surpreendeu o conforto da cama. O colchão parecia ser feito  de palha, ou algo do gênero (totora, talvez?!). Deitei e me senti no paraíso, mas logo Norma Julia veio nos chamar para o almoço.

Entrei na cozinha e a primeira impressão foi impactante! Era um cômodo minúsculo com um forno embutido na parede, em frente ao qual Norma Julia e sua mãe cozinhavam sentadas no chão batido.

Na casa de nativos, em experiência de Turismo Comunitário na Isla Amantaní, no lado peruano do Lago Titicaca.
Norma Julia (de frente) e sua mãe  (de costas) na cozinha

O almoço foi uma delícia: sopa de quinoa, legumes e ervas. Com direito a sobremesa e tudo! Fiquei um pouco triste ao saber que aquela comida era feita apenas pros visitantes eque eles mesmo comiam outras coisas, já que a quinoa vinha de fora da ilha e era cara.

Almoço durante Turismo Comunitário na Isla Amantaní, no lado peruano do Lago Titicaca.
Almoço em Amantaní

O mágico pôr do Sol no Titicaca

Depois do almoço, Norma Julia nos levou ao encontro do nosso grupo. Dali, partiríamos rumo ao topo da ilha, onde ficam os templos de Pachamama (Mãe Terra) e Pachatata (Pai Terra).  A partir dali a caminhada era dura! No pico da ilha, a altitude chega a 4200m e minha exaustão chegou ao limite, a ponto de achar que não conseguiria ir até o fim. Mas com um passinho de tartaruga e paciência, consegui.
O caminho é magnífico e a energia do lugar é indescritível. No percurso conseguimos ter dimensão do potencial agrícola da ilha, toda recortada por plantações das mais diversas.
Turismo Comunitário na Isla Amantaní, no lado peruano do Lago Titicaca.
Caminho até o pico de Amantaní
Turismo Comunitário na Isla Amantaní, no lado peruano do Lago Titicaca.
Agricultura em Amantaní

O frio era de cortar! Lá de cima a temperatura chegou com tranquilidade a zero grau, ou menos. Somado ao vento, a sensação térmica era menor ainda. Isso e a altitude dificultaram nosso trajeto. Depois de pouco mais de uma hora de caminhada, enfim, chegamos ao templo de Pachamama. O visual é, literalmente, de tirar o fôlego! De lá, temos uma visão geral da ilha, do lago e ainda ganhamos um pôr do sol fantástico, com o sol descendo por entre os arcos da entrada do templo.

Pôr do Sol no Templo de Pachamama, durante experiência com Turismo Comunitário na Isla Amantaní, no lado peruano do Lago Titicaca.
Por do Sol no Templo de Pachamama
Pôr do Sol durante experiência com Turismo Comunitário na Isla Amantaní, no lado peruano do Lago Titicaca.

Depois desse espetáculo, ainda teríamos a caminhada de volta e me preocupava minha condição física desfavorável, apesar do trajeto ser descida. Voltamos lentamente e já chegamos na casa de Norma Julia no escuro. Não há energia elétrica na ilha e alguns (poucos) geradores dão um ar noir a vila, que dorme cedo.

Jantamos e dessa vez tivemos a companhia dos dois filhos de Norma Julia, que durante o dia estavam na escola, do outro lado da ilha. Fiquei curiosa com o estado civil da moça e durante a conversa descobrimos que, nas ilhas do Titicaca o matrimônio só acontece depois de três anos de relacionamento, período em que o casal mora junto, mas sem compromisso marital. É como um "estágio probatório" e se qualquer um dos dois quiser desistir, durante esse período, pode se separar sem problemas. Foi o que aconteceu com Norma Julia. Gostei da idéia!

Naquela noite, ainda haveria uma festa de confraternização entre visitantes e nativos. Todos foram, exceto eu, que não aguentava mais nada e só pensava em dormir. Deitei naquela deliciosa cama e tive a melhor noite de sono da viagem!

Isla Taquile

Na manhã seguinte, acordamos cedo e o nascer do sol, em frente a casa de Norma Julia nos encantou.

Amanecer em experiência com Turismo Comunitário na Isla Amantaní, no lado peruano do Lago Titicaca.
Nascer do Sol, em Amantaní

Tomamos nosso café e partimos. As despedidas foram emocionadas e saímos de Amantaní profundamente marcados pela simplicidade daquele povo amigo.

Nosso destino agora seria a famosa Ilha Taquile. Pouco mais de meia hora de  barco e já estávamos lá. Na chegada, mais subida, mas dessa vez eu já estava um pouco mais ambientada a altitude e o cansaço não me doeu tanto.
Isla Taquile, no lado peruano do Lago Titicaca.
Pausa pro descanso, na subida de Taquile
Taquile é uma ilha pequena e paradisíaca. Seus habitantes conservam hábitos rígidos e são mais reclusos e reservados que os vizinhos de Amantani. Cruzamos por vários moradores, sempre amistosos, mas que evitaram trocar olhares e conversar, muito menos. Chama a atenção as cores vibrantes de seus vestuários, todos com significados precisos de acordo com seu estado civil.

Isla Taquile, no lado peruano do Lago Titicaca
Homem de gorro vermelho: casado/ mulher com pano preto: casada
A ilha tem uma pequena Plaza de Armas, onde fizemos uma pausa para respirar da subida e depois seguimos em caminhada, costeando a ilha até o lado oposto, rumo ao restaurante que almoçaríamos.
O caminho é deslumbrante e agradável. Podíamos ver Amantani ao longe e até mesmo a Bolívia, mais longe ainda.

Lago Titicaca, no Peru
Ilha taquile e, ao fundo, Amantaní
Almoçamos junto com nossos companheiros de aventura e foi muito divertido! Eram todos muito simpáticos e alegres, ao mesmo tempo que conscientes da importância de respeitarmos e zelarmos pela cultura local. Éramos brasileiros, americanos, irlandeses, australianos. Todos com um só propósito: nos aprofundarmos na cultura dos peruanos.

Turismo Comunitário na Isla Amantaní, no lado peruano do Lago Titicaca.
Nossos companheiros de aventura, pelo Lago Titicaca

No barco, voltando para Puno, eu e o Thi vivemos mais uma daquelas histórias malucas, que parece que deixam nossas viagens mais divertidas. Tivemos a idéia de pegar ônibus das 15h para Arequipa e, assim, não perderíamos tempo desnecessário em Puno. Falamos com o Tito e ele disse que deveríamos chegar em Puno por volta das 14h30. Seria perfeito, se não fosse um problema: nossas malas estavam na agência de viagem, no centro de Puno. A gentileza do nosso amável guia parecia não acabar nunca e ele passou um rádio para a agência, pedindo que algum funcionário nos levasse as malas até o porto, onde desembarcaríamos. Especificamos como eram as malas e não nos preocupamos, afinal tinham três bagagens na agência: duas eram nossas e a terceira era um mochilão do australiano (gente boníssima) que estava conosco no passeio. A chance de errarem era pequena. Quando estávamos chegando, o Tito nos avisou que nossas malas iriam direto pra rodoviária. Comecei a me preocupar. Chegamos em Puno às 14h40 e saímos em disparada rumo a rodoviária, sem nem conseguir nos despedirmos direito dos nossos amigos. Pegamos uma bicicleta motorizada e pedimos pro rapaz acelerar o máximo que podia aquela coisa, que fazia  um barulho desproporcional a velocidade que andava. Chegamos na rodoviária 14h50 e o Thi foi comprar as passagens, enquanto eu procurava algum funcionário da agência (na verdade, procurava diretamente nossas malas, porque eu não fazia idéia de quem seria o tal funcionário). De repente, vi uma mocinha correndo com a mala preta do Thi e nas costas trazia um MOCHILÃO! O improvável aconteceu: eles trocaram as malas! Tínhamos menos de 10 minutos pra destrocá-las e eu já estava pegando um táxi pra agência, quando a mocinha teve a brilhante idéia de pedir que alguém da agência viesse direto com a bagagem trocada. Seria, de fato, mais rápido. O Thi estava incumbido de convencer as atendentes da Cruz Del Sur a adiar a partida do ônibus e deu certo!  Ganhamos cinco minutos de tolerância. Foi o tempo da  mala chegar e nós embarcarmos no ônibus correndo. Ufa! Missão cumprida!

Foi uma viagem tranquila e recheada de lindas paisagens.
Entre Puno e Arequipa
Estrada entre Puno e Arequipa
Chegamos em Arequipa já bem tarde e nos demos conta que não tínhamos onde nos hospedar. O cansaço era grande e decidimos fechar uma estadia com uma agência dentro da rodoviária mesmo e eles ainda nos levaram de graça até o  hotel. Instalados na simples pousada e a única coisa que desejávamos era uma noite de sono tranquilo!
O dia seguinte seria nosso primeiro (e único) dia de folga na viagem e aproveitaríamos para conhecer a agradável e ensolarada Arequipa.



Mais fotos do Lago Titicaca:

Isla Uros, no lado peruano do Lago Titicaca
Totora, matéria-prima pra construção das ilhas flutuantes do Uros

Ilha Uros, no lado peruano do Lago Titicaca
Ilhas Uros

Islas Uros, no lado peruano do Titicaca
Ilhas Uros



Ilhas Uros, no Titicaca
Ilhas Uros

Turismo Comunitário na Isla Amantaní, no lado peruano do Lago Titicaca.
Amantaní

Turismo Comunitário na Isla Amantaní, no lado peruano do Lago Titicaca.
Amantaní

Mais sobre o Peru:

20 comentários:

  1. As fotos estão lindas!!!! Parabéns :)

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  2. Obrigada, Thaiis! Tudo que agente faz com paixão fica bom, né?!

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  3. Parabéns pelo post :) as informações me ajudaram a entender melhor a região e a organizar a minha viagem. E as fotos estão lindas :D

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  4. Que bom que ajudou, Penelophy. O Titicaca é incrível!
    Boa viagem! E depois, me conte como foi! :)

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  5. Estou indo agora em maio com uma amiga, e não busca sobre mais informação me deparo com esse blog MARAVILHOSO, viajante sem frescura, que busca conhecer a cultura local e não apenas estar no local para tirar fotos....

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    1. Olá, Ana. Muito obrigada!
      É bem por aí mesmo: viajar pra nós é conhecer a realidade local e viver cada lugar com suas belezas e com suas dificuldades.

      Boa viagem e, no que precisa, estamos aqui!

      Abraços

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  6. Olá, fiquei maravilhada com o roteiro que fizeram no Titicaca! :) Vou pro Peru daqui a alguns dias e gostaria de fazer algo assim. Qual a agência de viagem que contrataram em Puno? Abraço!

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  7. Joana, o Titicaca é fenomenal!
    Fizemos o roteiro pelas ilhas Uros, Amantaní e Taquile com uma agência chamada Edgar Adventures.
    O site é esse: http://www.edgaradventures.com/

    Espero que curta bastante e depois me conte!

    Abraços

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  8. Olá Ana tudo bem ? Meu nome é Antonio e gostaria de tirar uma dúvida com vc, estou indo pro Peru com uns amigos, estaremos Arequipa vindos de Cusco por 2 dias, em 1 dos dias vamos ver os museus e passear pela cidade mas no segundo dia queremos ir no Valle del Colca e gostaria de saber se esse passeio que vc fez de um dia vale a pena, pois é isso ou nada pra nós rsrs Melhor ir até Puno ? O que vc me diz ? Realmente queremos ver o voo do condor e o canyon mas tem que valer a pena. Quanto foi o passeio?

    Desculpe te incomodar mas sua ajuda seria muito bem vinda.

    Obrigado

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    1. Antonio Junior, não entendi bem sua dúvida. Vocês só tem um dia dispponível e estõ na dúvida se vão pro Colca, ou pra Puno? É isso?
      Bem, o Colca é fantástico e eu teria ficado fácil lá mais tempo do que ficamos, mas só tínhamos um dia e, no fim, valeu a pena. Se vc só tem um dia também, então faça o passeio pra lá. ACHO que foi 40 soles por pessoa (mas não tenho certeza).
      Sobre Puno... se vc só tem um dia, vai ficar complicado, pois Puno fica distante 4 ou 5 horas de Arequipa. Você precisa de, pelo menos, uma noite na região (no meu caso, dormi na ilha Amantaní, mas é possível fazer o passeio só pelas Ilhas Uros e voltar no mesmo dia pra Puno.

      Não sei se ajudei, mas quaquer dúvida, estamos aqui!

      Abraços

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  9. Oi Ana, parabéns pelo blog! Estou indo pro Peru no final de agosto e antes de ir a Cuzco estou planejando ir para Puno, com o unico objetivo de visitar o lago titicaca. Tenho 2 dias para ficar em Puno. Você recomenda dormir em Puno e fazer um passeio pro lago bate e volta ou dormir no lago em casa de família como você fez? Caso recomende um bate e volta, tem alguma ilha que vc recomenda mais e que não seja tão cansativo ir e voltar no mesmo dia? Super obrigada, Thatiana

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  10. Thatiana, pelo que me lembro, os passeios de bate-e-volta a partir de Puno só vão pras Islas Uros e Taquille. Então, não tem muita opção de escolha pra ir assim.
    Se você tem dois dias, eu recomendo fortemente esse passeio com pernoite na Isla Amantaní, que incluí também visita as Islas Uros e Taquille. Não tem porquê ficar em Puno, já que é uma cidade feia e desorganizada! rsrs

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  11. Adorei o seu post, irei eu e uma amiga Abril /2016 e estou pensando seriamente em fazer esse Passeio Comunitário e depois partir para o Oásis de Huacachina!

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    1. Olá! Vá pra Amantaní, sim! Você não vai se arrepender! Depois, me conta como foi! :)

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  12. Ana, que máximo! Eu estou mudando um pouco o meu roteiro de viagem após ler esse seu relato! É claro que estou incluindo a pernoite em Amantaní. Antes eu conheceria apenas Uros e Taquille. Gostaria de saber quanto vc gastou em media nesses dois dias com a ida para as ilhas, a pernoite, o guia, etc. beijos

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    1. Thais, que bom que vai à Amantaní! Tenho certeza que vai gostar! Pagamos 89 dólares pelo passeio, que incluía a ida às Ilhas Uros e Taquile, o guia, além da pernoite e alimentação em Amantaní e Taquile.
      Espero ter ajudado! Se precisar de algo, é só falar!
      Abraços,
      Ana

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    2. Muito obrigada Ana! Ajudou muito! Só fiquei na dúvida se vc fez pernoite tb em Taquile.

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    3. Oi, Thais. Pernoitamos apenas em Amantaní e, na manhã seguinte, visitamos Taquile (uma ilha fica do lado da outra). No passeio contratado já está incluso a pernoite em Amantaní e a visita à Taquile.
      Abraços!

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  13. Olá Ana. Adorei seu relato. Vou para região no final de junho/17 e me inspirou a ideia de me hospedar com o nativos. Você recomenda a agência, apesar da confusão com as malas? Poderia passar o contato? Obrigada

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    1. Recomendo, sim! Valeu muito!
      Fizemos o roteiro pelas ilhas Uros, Amantaní e Taquile com uma agência chamada Edgar Adventures.
      O site é esse: http://www.edgaradventures.com/
      Beijos

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