sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Calhaus, um paraíso perdido em Paraty

Calhaus em Paraty

Reveillon é sinônimo de festa, badalação, tumulto e lugares lotados. Certo? Nem sempre. Nós conseguimos descobrir, em Paraty, no meio da Reserva Ecológica da Joatinga, uma praia praticamente deserta, mesmo na data mais concorrida do ano e passamos um reveillon inesquecível, junto de amigos queridos e incríveis companheiros de viagem, num clima de sossego e tranquilidade. Nossa ideia inicial era nos hospedarmos no Pouso do Cajaíba, a praia com mais infra-estrutura da enseada, porém recebemos informações preciosas de que lá ficava cheio na virada do ano e era onde aconteciam as baladinhas da região. Não, não era o que queríamos. Foi então que alguma alma inspirada sugeriu Calhaus, uma praia próxima do Pouso, mas com menos infra-estrutura e menos gente. Pronto. Entramos em contato com os moradores que alugavam suas casas (lá não tem pousada) e acertamos os detalhes. Estava decidido onde começaríamos 2013.

A Reserva Ecológica da Joatinga fica na parte sul da cidade de Paraty, próxima de Trindade e já na divisa com o estado de São Paulo. É uma área de preservação ambiental, onde vivem cerca de 400 familias caiçaras (como são chamados os nativos dessa região) e cujo acesso é possível apenas por trilhas, ou de barco. Na região, não há energia elétrica, nem carros e o sinal de celular chega eventualmente. É longe MESMO da civilização.
Fazem parte da reserva as praias de Martim de Sá, Pouso do Cajaíba, Sumaca, Itaoca, Praia Grande, Ipanema, Martin de Sá e a nossa escolhida, Calhaus.


Nossa aventura começou meses antes da viagem, enquanto planejávamos os detalhes. Nosso contato em Calhaus era o Japão, uma espécie de agente de turismo da região (mas que, em realidade, é um barqueiro simples e que anda sem camisa e de chinelas). O contato telefônico era difícil não só porque dependíamos da sorte de ter sinal de celular para que eles conseguissem receber a  ligação, como a compreensão do que Japão falava era quase como decifrar uma charada. A Ju era nossa porta-voz nesses telefonemas para tirarmos dúvidas do tipo: na casa tem colchão, travesseiro, panelas, talheres? Precisamos levar comida, ou tem algum mercadinho na região? A cada telefone, a Ju mandava emails dizendo: ACHO que o Japão disse que tem colchão, mas ACHO que ele disse que não tem mercado. E assim íamos nos organizando e tínhamos uma lista enormes de coisas pra levar:comida, bebida, lanternas, repelentes, violão, jogos, etc, etc, etc.
Eu me encarreguei de fazer algumas compras e fiz até com antecedência para não termos nenhum problema, mas o problema aconteceu de qualquer jeito: na véspera da viagem, o Thiago teve um pendência no trabalho e não poderia viajar sem resolvê-la. Ele não tinha previsão: poderia ser rápido, ou poderia ocupar todos os dias do feriado. Foi tenso. Deixei as compras na casa do Arthur, que seguiria viagem no dia seguinte e cruzei os dedos pra que tudo se resolvesse logo e nós conseguíssemos viajar também.
Depois de muita correria e alguma pressão da minha parte, o Thiago conseguiu terminar o trabalho e nós partimos pra Calhaus na manhã do dia 29. Ufa! Conseguiríamos chegar a tempo de passar a virada com nossos amigos, que nem sabiam que estávamos indo naquela data, afinal estavam sem sinal de celular, na praia.

29/12/2012: A viagem


Chegar em Calhaus não é tarefa fácil, principalmente na véspera do reveillon, quando todos estão indo pra praia e as estradas lotam. Saímos de São Paulo de manhã cedo, mas encaramos um longo engarrafamento na Rodovia Ayrton Senna e ainda na estrada entre Taubaté e Ubatuba. Depois de quase oito horas de viagem, chegamos em Paraty-Mirim, que fica numa entradinha discreta, no km 593 da Rodovia Rio-Santos, cerca de 17km do centro histórico de Paraty. No período colonial, o lugar era porto de desembarque de escravos e guarda lembranças dessa época nas ruínas dos antigos casarões abandonados.
Paraty-Mirim
Ruínas de Paraty-Mirim

Paraty-Mirim
Paraty-Mirim
Nossa viagem ainda não tinha terminado. Dali, precisaríamos pegar um barco e navegar por mais duas horas até nosso destino final. Na estrada havíamos ligado pro nosso indecifrável amigo Japão e deixamos acertado que ele nos esperaria em Paraty-Mirim pra nos levar até Calhaus. Assim que chegamos, fomos o procurar e... cadê o Japão? O caiçara já tinha levantado acampamento e nos deixou na mão. Era fim de tarde e bateu uma certa apreensão: como faríamos pra chegar? Conversamos com um anãozinho que fazia o transporte de carga entre os carros e os barquinhos e descobrimos que conseguir barco para Pouso do Cajaíba era fácil, mas pra Calhaus quase ninguém ia. Teríamos que negociar com o barqueiro. E lá fomos nós. Depois de alguma conversa, conseguimos nos juntar a um grupo que iria pra Pouso e o barqueiro nos deixaria, por último, em Calhaus.
Paraty-Mirim
Negociação com o barqueiro
Embarcamos no navio, ou melhor, no barco pesqueiro adaptado para transporte de passageiro e seguimos mar à dentro. O barquinho ia devagar e sempre e a viagem foi esplêndida. Era fim de tarde e a cor do mar era indescritível. Passamos  por áreas de  mata virgem e por um ou outro barco que passeava na região. Foi fantástico.

Reserva da Joatinga, chegando em Calhaus, em Paraty
Reserva da Joatinga

Calhaus em Paraty
Trâfego

Calhaus em Paraty
Nosso barquinho
 Nossa primeira parada foi no Pouso do Cajaíba. Nós não descemos do  barco e ficamos um bom tempo esperando uma canoa vir resgatar nossos companheiros de viagem, pois o mar estava revolto e nosso barco poderia encalhar, se fosse até a beira da praia. Enquanto esperávamos, pude observar que, de fato, o lugar estava bem cheio e até achei a água meio suja. A areia estava lotada e muitos barcos estavam atracados próximos a nós. Dei graças de não termos decidido ficar por lá.

Pouso do Cajaíba, em Paraty
Pouso do Cajaíba
Depois de navegar mais uns vinte minutos, finalmente, chegamos no nosso destino. Descemos do  barco com nossos mochilas e pegamos a canoa até a areia. Enfim, em terra firme. A pequenina praia não deixou margem de erro: paramos num dos quiosque (só tem dois) e perguntamos onde era a casa da Miriam. A simpática moça respondeu:
-Eu sou a Miriam. Levo vocês até lá.
Mas nem foi preciso. No caminho, encontramos nossos amigos: Arthur, Ju, Bá e Klebin. Eles levaram um susto, pois só estavam indo dar um mergulho no mar e não esperavam encontrar-nos. Foi uma alegria.
Chegamos na casa e foi o tempo de vestirmos roupas de banho e seguirmos com eles pra praia.  Lá conhecemos nossos outras parceiras de viagem, que dividiriam a casa conosco e ficamos curtindo ali até anoitecer. Não havíamos almoçado e pedimos, então, uma lula deliciosa no quiosque da Miriam. Bom e barato.

Voltando pra casa, me dei conta que nossa energia era de gerador e alguns cômodos, como a sala, por exemplo, não tinham lâmpada. Na casa, só havia um banheiro (pra dividir pra onze pessoas) e muitos de nós optou por um banho ao estilo Big Brother, na ducha do lado de fora da casa, o que se repetiria depois na nossa travessia aos Lençois Maranhenses (mas, dessa vez, por única opção disponível). No calorzão de dezembro foi até gostoso os dias de banho de água fria.

Banho tomado, era a hora do jantar. O Klebin tinha levado todo o material necessário pra fazer sua famosa pizza e passamos boa parte da noite na cozinha preparando a massa e as cangibrinas, ao som do violão do Thi. Apesar das dificuldades técnicas, as pizzas ficaram deliciosas. No fim da noite, engrenamos numa partida de Imagem & Ação, que somado ao teor etílico elevado foi quase um stand-up comedy. Já nem me lembro mais quem ganhou aquela partida, mas isso é o que menos importa.

30/12/2013: Praia Grande e Ipanema

Na manhã seguinte, fui a primeira a acordar. Adoro dormir, mas viajando sempre fico com pique pra passear. Aproveitei pra curtir o visual da nossa varanda, de frente pro mar e nem sei quanto tempo fiquei ali.

Calhaus em Paraty
Vista da nossa varanda

O Thiago acordou e decidimos caminhar até a praia, que estava vazia e aproveitei pra fazer  algumas fotos. De vez em quando, alguns trilheiros passavam em direção às outras praias da região, mas tirando isso, o máximo de movimento era de um simpático cachorro latindo. Pude observar melhor a pequena vila de pescador e achei curioso o posto de saúde e a escola serem na beira da praia.
Calhaus em Paraty
Calhaus

Calhaus em Paraty
Posto de Saúde e escola
Voltei pra casa e o povo já estava acordado, tomando café e se preparando pro dia. Alguns, queriam ficar por Calhaus mesmo, outros queriam fazer a trilha pra Praia Grande, uma das mais famosas da região. Eu estava nesse último grupo. A Ju e o Arthur decidiram ir de barco e eu, Bá, Thiago e Klebin preferimos ir à pé.
A trilha é relativamente tranquila. Alguns trechos íngremes, mas nada demais. Durante o caminho, íamos contornando sempre beirando o mar e as paisagens eram incríveis.
Calhaus em Paraty
Trilha para Praia Grande

Praia de Itaoca, em Paraty
Praia de Itaoca, vista do alto

Nossa primeira parada foi na praia de Itaoca, uma pequena faixa de areia, com apenas um quiosque (que, na verdade é o quintal da única casa) e uma pequena capelinha. A praia estava ainda mais vazia que Calhaus e nós nos encantamos com o lugar, mas tínhamos marcado com o Arthur e a Ju na Praia Grande e tivemos que seguir viagem.
Praia de Itaoca, em Paraty
Igrejinha de Itaoca
Dali já estávamos próximos da Praia Grande e, na chegada, que decepção: o lugar estava ENTUPIDO de gente. A praia é mesmo grande, quando comparada às demais da região, mas a faixa de areia é curta e todos se amontoavam ali. Foi um balde de água fria. Logo encontramos a Ju e o Arthur, que também não tinham gostado do lugar. Fomos conhecer uma cacheira lá perto (lotada também) e decidimos ir embora. Não tinha como ficar ali. Fiquei tão decepcionada com o lugar que só quando voltamos pra São Paulo e fui rever as fotos, me dei conta que não havia tirado nenhuma de lá.

Conseguimos um barco que iria pra praia de Ipanema (uma praia antes de Calhaus, mas bem próxima dela) e fomos pra lá. Estava cheia, mas ainda aceitável. Comemos o pastel de um dos quiosques e curtimos um pouco o fim de tarde.
Praia de Ipanema, em Paraty
Praia de Ipanema
Ali já estávamos bem próximo de Calhaus e foi uma trilha bem rápida para voltar pra casa, já no fim de tarde.

À noite, o ritual se repetiu: cangibrinas, Imagem & Ação e violão. Em Calhaus, não tem vida noturna. Quem queria mais agitação, tinha que ir pra Pouso do Cajaíba e voltar de barco na manhã seguinte. Nós preferíamos a tranquilidade de passar a noite, ouvindo os grilos e o  barulho do mar.

31/12/2012: A virada


Último dia do ano e nós já acordamos determinados a seguir pra um destino: Itaoca. A pequena praia que atravessamos na véspera para chegar na muvucada Praia Grande tinha nos conquistado e decidimos passar o dia lá. Levamos tudo que precisaríamos para o dia, incluindo nosso fenomenal gazebo, comprado pelo Klebin e que foi a sensação da praia aquele dia.
Fizemos a mesma trilha do dia anterior e chegamos na praia. Alguns poucos mochileiros estavam acampados embaixo das árvores, no quintal da única casa da praia.
Chegamos e ficamos embaixo de uma das árvores, tomamos banho de mar, descansamos e não sei de quem foi a genial ideia de montar o gazebo na  beira da água. Os meninos montaram a estrutura e ficamos lá embaixo do gazebo, sentados praticamente dentro da água e na sombrinha. Uma delícia.

Praia de Itaoca, em Paraty
Sombra e água fresca

Itaoca, em Paraty
Nosso gazebo compondo a paisagem de Itaoca
Ali, só havia um quiosque, que servia pratos-feitos de peixe e carne, além das cervejinhas que fizeram a alegria do nosso dia. Almoçamos e aproveitamos pra conversar um pouco com a família que mora ali.
Itaoca, em Paraty
Único quiosque da praia

A dona do quiosque tem várias filhos (não consegui contar exatamente quantos) e todos ficavam por ali ajudando nas vendas e brincando, ao mesmo tempo. Reparei que as crianças não caíram na água durante o dia e só foram pro mar no fim da tarde, quando o movimento na barraca já estava  bem menor. As meninas mais velhas vendiam doces, numa mesinha disposta do lado da barraca e as mais novinhas ficavam em volta tentando ajudar e bagunçando.
Itaoca, em Paraty
Criança vendendo doces

Nativa de Itaoca, em Paraty
Moradora de Itaoca

Nativa de Itaoca, em Paraty
Moradora de Itaoca

Ficamos lá até o fim da tarde. Os meninos conversaram com a dona da barraca para deixar o gazebo pernoitar lá, afinal tinham a ideia de voltar no dia seguinte. Infelizmente, eu e o Thi nos despedimos definitivamente de Itaoca, pois já voltaríamos pra São Paulo após a virada.

Voltamos já quase escurecendo e iniciamos nossos preparativos pro Reveillon. Decidimos fazer nossa ceia no quiosque da Miriam, comendo seu prato-feito de lula. Uma lua linda surgiu no horizonte, refletindo no mar. Tentamos fotografar aquele espetáculo, mas não conseguimos.
Algumas pessoas, fizeram uma fogueira na praia e colocaram velas nas pedras. Nós ficamos na areia, tocando violão e esperando a meia-noite, que chegou com direito até a alguns fogos perigosamente acendidos próximo de nós.
Calhaus em Paraty
Fogueira da virada

Calhaus em Paraty
Fogos e lua

Logo o movimento na praia diminuiu e nós voltamos pra casa. Sem dúvida, essa foi a virada de ano mais tranquila e sossegada que já tive. Inesquecível.

01/01/2013

Enquanto todos ainda acordavam, eu e Thi fomos até a praia, pois precisávamos conseguir um barco que nos levasse de volta à Paraty-Mirim. A Miriam nos ajudou e conseguimos um barco que nos buscaria dali uma hora. Era o tempo de tomarmos café e nos despedirmos dos amigos, que ainda ficariam naquele paraíso por mais alguns dias.
Partimos com a sensação mista de alegria e com gostinho de que foi muito pouco tempo. Sem dúvida, que é uma região que eu pretendo voltar muitas outras vezes.


Informações Práticas:

Onde ficar?
Não há pousadas em Calhaus e a única opção é alugar casas de nativos caiçaras que se disponibilizam à isso. A casa que alugamos foi a desse link.
Vimos também algumas pessoas acampando na areia da praia, mas não há campings por lá e o acampamento é selvagem, ou seja, sem estrutura.

Como chegar?
A forma mais fácil é de barco. É possível contratar barqueiro a partir de Paraty-Mirim (mais rápido e barato), ou do Centro Histórico de Paraty.
Barqueiro (Japão): Tel: (24) 99946 8392

Mais sobre Paraty:

13 comentários:

  1. Olá! tudo bem?
    Você poderia me contar mais sobre esse contato de Calhau?
    Adorei o seu relato!

    =)

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    1. Oi, Tha Mendes. O que você quer exatamente que eu conte sobre o contato em Calhaus? rs

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  2. Queria saber o contato de hospedagem!

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    1. Oi, Tha Mendes. Não tenho o contato da hospedagem, até porque o telefone lá quase não tem sinal.
      Você pode ver a casa e fazer a reserva através do Booking. O link da casa é esse:
      http://www.booking.com/hotel/br/casa-calhaus-da-cajaiba.html?aid=871036

      Abraços!

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  3. oi Ana, udo bem? por acaso vc tem o telefone de alguem por lá? e poderia tirar uma duvida? existe transporte de lá direto pra paraty? obrigada!

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    1. Olá! Não tenho o contato da hospedagem, até porque o telefone lá quase não tem sinal.
      Você pode ver a casa e fazer a reserva através do Booking. O link da casa é esse:
      http://www.booking.com/hotel/br/casa-calhaus-da-cajaiba.html?aid=871036

      E tem transporte direto para Paraty, sim. Você pode negociar diretamente com os barqueiros da região. Demora mais e fica um pouquinho mais caro, mas o pessoal que vai de ônibus pra rodoviária de Paraty usa essa alternativa, já que o acesso à Paraty-Mirim é mais difícil.

      Abraços.

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  4. Oi Ana! Estou pensando em passar o ano novo na praia de ipanema! Você não deu muitos detalhes no artigo então queria saber mais sobre sua opinião...você achou legal la? Você lembra se tinha casa de pescadores? Eu e alguns amigos estamos querendo ver uma para alugar, mas ta difícil, pois não encontro nenhum contato.

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    1. Olá! Eu fiquei pouco em Ipanema, apesar da praia ser bem bonitinha. Lembro de ter casa de nativos, sim, mas realmente não sei se eles alugam...
      Abraços

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    2. Olá amigo (a) , conseguiu contato de casa ou camping lá em Itanema? Eu ee minha namorada tbm estamos pensando em passar a virada lá .

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  5. Olá,

    Talvez passe o reveillon em Calhaus e queria saber mais sobre a energia elétrica. A noite não existe luz mesmo na cidade?

    Existe algum tipo de posto de saúde/hospital para possíveis eventualidades? Rs

    Parabéns pelo seu post, ficou super completo!

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    1. Oi, Joyce. Olha, Calhaus está longe de ser uma "cidade". É uma pequena vila de pescadores que pertence à Paraty. Lá tem luz elétrica, sim. Fraca, mas tem. Quanto à atendimento médico de urgência, creio que o mais próximo é mesmo em Paraty.
      Você vai amar Calhaus! É uma delícia!
      Boas festas! :)

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  6. Ana, super obrigada pela resposta! Última pergunta, lá tem sinal de celular ou algum telefone público?
    Obrigada e boas festas! :)

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    1. Tem um orelhão dentro do posto de saúde, sim. Sinal de celular não dá pra confiar muito! rs
      Boas festas e boa viagem! :)
      Abraços,
      Ana

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