sábado, 14 de dezembro de 2013

Dia de folga na Prainha Branca do Guarujá

Prainha Branca do Guarujá

O que fazer uma segunda-feira de folga, enquanto todos trabalham? Foi a pergunta que me fiz, quando me vi nessa (rara e feliz) situação. Ficar em casa? Não. Então, decidi fazer algo que adoro e há tempos não fazia: um bate-e-volta sozinha pra praia. Pesquisei no Guia 4 Rodas algum lugar ainda inexplorado por mim no Guarujá e achei: a Prainha Branca.
Escondida do turismo de massa pelo difícil acesso, a Prainha Branca me surpreendeu pela tranquilidade e rusticidade, dentro da estrutura urbana do Guarujá. Pra chegar lá é preciso pegar uma trilha, que parece nos levar pra outra dimensão.

Cheguei no Guarujá já próximo da hora do almoço e dei uma paradinha rápida na Praia do Perequê, colônia de pescadores encantadora, que me lembra Jurujuba, em Niterói (minha cidade natal). Fiz algumas fotos e segui na SP-061, no sentido de Bertioga.

Praia do Perequê, no Guarujá
Praia do Perequê

Praia do Perequê, no Guarujá.
Colônia de pescadores

Praia do Perequê no Guarujá
Rio do peixe (foto antiga)

Nativo do Guarujá, na Praia do Perequê.
Futebol na Praia do Perequê (foto antiga)
A estrada termina na balsa pra Bertioga e é ali o ponto de parada para a Prainha. Por ser segunda-feira, estava fácil para conseguir vaga de carro, mas observei inúmeros estacionamentos na redondeza, o que me deixou com a impressão de que a Prainha deve encher nos fins-de-semana.
Não encontrei logo de imediato a entrada pra trilha e tive que perguntar pros locais, que me indicaram um portão bem mal conservado, por onde eu vislumbrei uma escadaria de pedra. Era ali o início da subida, que atravessa o Morro da Armação, em direção oposta à Bertioga.
Início da trilha para a Prainha Branca do Guarujá
Início da trilha para a Prainha Branca

A trilha para a Prainha Branca

O início da trilha é mais cansativo, por ser mais íngreme, mas depois a inclinação diminui e fica até agradável andar por entre a mata, ouvindo o barulinho do mar, ao longe.
Comecei a subida um pouco receosa, afinal estava sozinha e começava a me afastar da civilização, mas logo me surpreendi com a movimentação da trilha, pois muitos nativos moram na comunidade da Prainha Branca e atravessam o morro para trabalhar, estudar, comprar os produtos necessários para sua sobrevivência, etc. Encontrei com senhoras idosas com bolsas de mercado, jovens com roupa de trabalho e inúmeras crianças com uniforme escolar.
Trilha para a Prainha Branca do Guarujá
Meninos voltando pra casa, depois da escola
 Depois de uns cinco minutos de subida, fui deixando pra traz a balsa de Bertioga e comecei a ver a movimentação no canal, com os barquinhos que continuamente entram e saem da região.
Canal de Bertioga na trilha para a Prainha Branca do Guarujá
Canal de Bertioga visto por entra as árvores da trilha
A trilha é toda demarcada com corrimão e pedras no caminho. Depois da subida inicial, ela vai ficando mais suave e fica mais fácil apreciar a bela paisagem de Mata Atlântica.
Trilha para a Prainha Branca do Guarujá
Trilha
Mais algum tempo de caminhada e já não é mais possível ver o canal de Bertioga e o que consegui observar foi a linda Ilha da Prainha, mas naquele momento ainda não sabia que era ela.

Ilha da Prainha Branca do Guarujá
Ilha da Prainha Branca, vista da trilha
Depois de pouco mais de vinte minutos de caminhada, cheguei na comunidade: ruas de areia, casas simples, moradores andando descalços e tranquilamente. Por um momento, me lembrei das ruazinhas da Ilha do Mel, com a diferença de que a Ilha me pareceu mais bem conservada e limpa.

Rua da Prainha Branca do Guarujá
Ruas de areia, na comunidade da Prainha branca
Vi algumas línguas negras pelas ruas da Prainha Branca e vi bastante lixo nos terrenos baldios também. Isso me decepcionou um pouco, ainda mais por ser uma área de mata atlântica nativa, que precisaria ser mais bem cuidada. Existe um projeto na região, que tenta conciliar a vida da comunidade, o turismo e a sustentabilidade, que chama Projeto Guararu, fundado em 2001 pela própria comunidade. Talvez, sem eles, a situação estivesse pior.

Enfim, a Prainha Branca do Guarujá

Finalmente, cheguei na praia e me encantei: ela é delimitada por dois morros e bem perto da costa fica a Ilha da Prainha Branca. A vontade é de ir até a ilha nadando de tão próxima e linda que é. A praia é de ondas fortes e alguns surfistas ensaiavam manobras no mar, na hora que cheguei.

Prainha Branca do Guarujá
Trecho Sul da Prainha Branca
Prainha Branca do Guarujá
Trecho norte na Prainha Branca, com a ilha à esquerda
Caminhando pela praia, reparei que havia apenas um quiosque aberto, com um nome sugestivo: larica. Continue caminhando e cheguei ao fim daquele trecho de areia. Um morador estava por ali e me disse que a praia continuava depois de uma pequena trilha no meio da mata. Eu resolvi seguir o caminho e não me arrependi.

Prainha Branca do Guarujá
Pequena trilha separando as duas praias da Prainha
Do outro lado, uma pequena faixa de areia com águas mais calmas e muitas pedras, exatamente na frente da Ilha. A proximidade é tanta que parece ser possível chegar à pé, na maré baixa.

Ilha da Prainha Branca
Ilha da Prainha Branca logo ali do outro lado do mar

Prainha Branca do Guarujá
Prainha Branca 
Não fiquei muito tempo ali, pois não havia ninguém mais e achei mais prudente ir pra onde tinham mais pessoas, afinal não senti muita segurança naquela comunidade, infelizmente. Fiquei mais um tempo na Prainha curtindo o mar e o vento gostoso e, no fim da tarde, levantei acampamento de volta pra Sampa.

A trilha de volta foi até mais rápida e sem tantas paradas e em quinze minutos eu já estava no carro.

Prainha Branca do Guarujá
Caminho de volta
Nada mal pra uma segunda-feira.

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