domingo, 26 de julho de 2015

Turismo Comunitário no Atacama: Ayllu de Coyo

"Del año mil cuatrocientos
que el indio afligido está,
a la sombra de su roca
lo pueden ver lloriquear,
totora de cinco siglos,
nunca se habrá de secar."

Turismo comunitário e sustentável no Ayllu de Coyo

Foi difícil achar alguma alternativa para além do turismo de massa e dos roteiros padronizados oferecidos pelas agências de San Pedro de Atacama. Só depois de muito pesquisar e perguntar é que, finalmente, conseguimos uma informação com o guia que nos levou para os Ojos del Salar e que nos falou de uma moça de nome Daniela, que, segundo ele, oferecia refeições em sua própria casa no "Ayllu de Coyo''.
Ayllu? Coyo? Naquele momento, ainda não fazíamos ideia do que aquelas palavras significavam, mas já nos interessamos só pelo fato de ser algo fora do turismo predatório que tínhamos visto até aquele momento. Perguntamos como entrar em contato com essa família e ele nos disse que poderíamos conseguir o telefone numa das agências do centro da cidade. Assim fizemos, mas na agência ninguém conhecia a tal Daniela. Nossa sorte foi que a simpática atendente resolveu se compadecer de nós e fez algumas ligações até que alguém conhecia o restaurante da moça em Coyo e nos passou alguns contatos telefônicos. Tentamos um número e não funcionava, o outro não atendia, até que finalmente conseguimos falar com Emanuel, irmão de Daniela, que estava, por coincidência, em San Pedro naquele momento, a algumas quadras de nós. Caminhamos ansiosos e animados até o seu encontro e me encantei de imediato com a simpatia do rapaz, que se dispôs a nos ajudar e nos colocou em contato com sua irmã para acertarmos a reserva do almoço para o dia seguinte. Durante a conversa, ainda descobrimos que na casa da família havia a possibilidade de ficarmos hospedados e sem pestanejar já acertamos a estadia com eles para o dia seguinte. Nossos últimos dias no Atacama seriam, finalmente, ao lado dos atacamenhos e não poderíamos estar mais felizes com essa possibilidade.

Turismo comunitário e sustentável no Ayllu de Coyo, no Deserto do Atacama.
Varanda da casa de Daniela, onde funciona seu restaurante

Havíamos combinado com Emanuel que alguém da família viria nos buscar no nosso hotel em San Pedro para nos levar até a casa deles. Na hora marcada, estávamos a postos com nossas mochilões a tira-colo, ansiosos pela inusitada experiência, afinal não sabíamos muito o que nos esperaria. Com um certo atraso, chegou Daniela e sua irmã mais velha, junto de seu filhinho Sebastian, que dormia no colo da mãe. Pegamos a estrada, mas não andamos mais do que 4km por ela, pois logo já entrávamos num atalho, onde uma discreta placa dizia: Ayllu de Coyo.

Turismo comunitário e sustentável no Ayllu de Coyo, no Deserto do Atacama
Ruas de Coyo

Os ayllus do Atacama

Ayllus são pequenas comunidades espalhadas ao longo do vasto território de San Pedro de Atacama com características culturais próprias e cuja autonomia é respeitada e garantida através das diversas associações de moradores. Atualmente, quase todos os habitantes de San Pedro de Atacama moram nos ayllus, já que o centro (que antes era ele próprio um ayllu) hoje foi invadido por pousadas, hotéis, agências de turismo e restaurantes. Atualmente, existem quinze dessas comunidades e quase todas as atrações turísticas mais famosas do Atacama ficam em seus territórios, onde os visitantes pagam para entrar, como na famosa Pedra do Coyote (na Cordilheira de Sal), ou na Laguna Céjar. Essa é uma maneira de garantir uma renda para a comunidade, que usa o valor arrecadado em diversas melhorias, cada um decidindo entre si onde quer investir o dinheiro. A ideia é válida, apesar de termos observado que muitas comunidades acabam deixando seu território ser explorado de maneira pouco sustentável, apenas para conseguir aumentar a arrecadação, o que é para mim algo bem questionável. Mas, ainda bem, esse não é o pensamento dos moradores de Coyo, que ainda tentam respeitar suas tradições e valores de forma a não destruir seu patrimônio cultural e ambiental, o que nos possibilitou uma experiência bem autêntica em sua comunidade.

Turismo comunitário e sustentável no Ayllu de Coyo, no Deserto do Atacama.
Vulcão Licancabur visto do Ayllu de Coyo

Essa forma de organização social em ayllus existe desde que o Atacama foi invadido pelos Incas no período entre 1200 e 1500, onde as famílias plantavam para consumo próprio, mas ao mesmo tempo eram obrigadas a trabalhar para o Império Inca, passando para o Estado parte de sua produção. Antes disso, os atacamenhos eram eminentemente coletores e nômades, com exceção de poucas comunidades que assentaram em regiões mais habitáveis, como a Aldeia de Tulor (que me aterei em escrever com mais detalhes no próximo post). Em 1536, os espanhóis chegaram ao deserto e, mais uma vez, a vida dos atacamenhos mudou com rapidez e uma intensa miscigenação entrou em curso, inclusive com o sincretismo religioso, que marca a cultura atual no Atacama.

Turismo comunitário e sustentável no Ayllu de Coyo, no Deserto do Atacama.
Coyo

Uma das consequências dessas sucessivas invasões e dominações foi a perda de seu idioma original, o Kunza, hoje falado apenas em algumas cerimônias religiosas e como topônimos (Licancabur, por exemplo, é uma palavra kunza que significa povo do alto). Durante nosso almoço, na casa da Daniela, ouvimos algumas músicas em Kunza, cantadas por crianças de Calama (a cidade vizinha à San Pedro, onde fica localizado o aeroporto da região). Parece que há uma tentativa recente de resgate cultural dessa língua, apesar de ninguém mais falá-la no cotidiano. Isso é algo bem diferente aqui do que vemos na Bolívia e no Peru, onde o aymara e o quechua são mais falados que o próprio espanhol.

Enfim, o Turismo Comunitário no Deserto do Atacama

Ao chegarmos na casa que nos hospedaria, minha primeira reação foi de surpresa. Esperava algo simples, rústico e com pouca estrutura, mas o que encontrei foi um lugar muito bem preparado para receber turistas. Eles construíram uma nova casa atrás da sua, onde recebem os visitantes. Nosso quarto era enorme e com uma cama bem confortável. Além disso, tínhamos uma cozinha toda mobiliada e três salas: uma de  TV (que tinha até home theater), outra com uma enorme mesa de jantar e a terceira com sofás gigantes e deliciosos. Isso tudo só para nós, pois não havia mais ninguém hospedado lá. Depois de quase dez dias passando perrengue na Bolívia e mesmo no hotel meia-boca (e caro), que estávamos em San Pedro, aquele lugar pareceu o paraíso. Arriscamos, pois não sabíamos o que nos esperaria lá, mas valeu muito a pena. Não só pela qualidade da hospedagem, como pela comida e, principalmente, pelo contato íntimo com uma família atacamenha, que era o que mais queríamos ter. E tudo isso com um preço bem mais em conta do que estávamos pagando em San Pedro, tanto na hospedagem, quanto na alimentação. Não poderia ser melhor.

Turismo comunitário e sustentável no Ayllu de Coyo, no Deserto do Atacama.
Nosso quarto em Coyo

Turismo comunitário e sustentável no Ayllu de Coyo, no Deserto do Atacama.
Nossa sala (sim, era só nossa) em Coyo

Depois da boa surpresa inicial, deixamos nossos pertences na casa particular e caminhamos pelo sítio da família, onde um belo jardim, uma horta e a criação de vários animais (galinha, pavão, cachorro) fez-nos sentir com gosto do interior do Brasil, não fosse a secura do ar e o marrom da vegetação à nossa volta. Observei várias flores, misturadas com as roupas ao varal e tudo aquilo me pareceu tão verdadeiramente autêntico que, pela primeira vez nesses dias chilenos, me senti de fato no Deserto do Atacama.

Turismo comunitário e sustentável no Ayllu de Coyo, no Deserto do Atacama.
Flores na horta da Daniela

Turismo comunitário e sustentável no Ayllu de Coyo, no Deserto do Atacama.
Thiago descansa no quintal de nossos anfitriões

Aproveitamos o tempinho livre, enquanto Daniela preparava o nosso almoço para passear pela comunidade. Sem dúvida que o que mais me chamou a atenção na curta caminhada que fizemos foi a simplicidade do lugar e as charmosas casas em adobe. Aliás, o adobe é a marca da arquitetura não só de Coyo, como do próprio centrinho de San Pedro de Atacama. Essas construções com tijolos de barro e palha são utilizados há milênios em diferentes culturas e é extremamente adequado ao clima do deserto, já que mantém a temperatura interna relativamente constante, mesmo com as variações bruscas do clima atacamenho (caracterizado por ser muito calor durante o dia e muito frio durante a noite). Aliás, o adobe é interessante em qualquer clima, evitando o uso de ar-condicionado em lugares quentes e aquecedores em lugares frios, o que o torna sustentável e saudável. Sim, saudável, pois além de tudo, essas casas evitam acúmulo de mofo.
Muitas pessoas ainda tem medo das construções em barro, como adobe e o pau-a-pique (ou taipa), devido ao risco de crescimento do barbeiro, que quando infectado pelo protozoário Trypanossoma cruzi pode transmitir a doença de chagas. Essa é uma preocupação válida, mas que é facilmente resolvida ao se construir os tijolos de adobe sem deixar buracos, já que apenas as construções mal acabadas (justamente as que são feitas pela população mais pobre com dificuldade financeira para execução do projeto) deixam espaços entre os tijolos, onde esses animais fazem ninho, assim como os próprios ratos e outras pragas. Outro ponto é a fragilidade na construção, questionada por muitos, mas que pode ser resolvida com fortalecimento da estrutura de várias maneiras. 

Assim é no Deserto do Atacama com a maioria das casas tendo uma boa estrutura, mas também algumas mais simples e outras até bem precárias. O que é certo ao pensar nas cidades da região é: o marrom do barro é a cor predominante na paisagem. E isso deixa tudo muito mais charmoso.

Turismo comunitário e sustentável no Ayllu de Coyo, no Deserto do Atacama.
Casa de Adobe 

Outra coisa que chamou minha atenção naquele lugar foi a flora. Muitas árvores, a maioria com a cor também marrom (talvez por ser outono, talvez por estarem "sujas" da poeira do deserto), mas há também muitas flores, frutos e a própria vegetação tipicamente atacamenha. Aprendemos com Daniela e sua família a identificar o algarrobo (a nossa alfarroba), árvore muito importante na culinária atacamenha, já que com seu fruto é possível fazer um xarope, que serve como adoçante natural. Nós experimentamos e é simplesmente delicioso. Conhecemos também outras plantas como o chañar e a rica-rica, essa última usada para salgar os alimentos e também com propriedades medicinais.

Turismo comunitário e sustentável no Ayllu de Coyo, no Deserto do Atacama.
Uma árvore de algarrobo com a Cordilheira de Sal atrás

Turismo comunitário e sustentável no Ayllu de Coyo, no Deserto do Atacama.
Tronco de cactu seco

O banquete de Daniela

Voltamos pra casa de nossos anfitriões encantados com o que vimos e com a simplicidade daquele lugar, tão diferente do burburinho de San Pedro. E as boas surpresas ainda não haviam terminado. Isso porque Daniela nos preparava uma das melhores (senão A melhor) refeição de nossas vidas. Chegamos do passeio e logo nos aconchegamos numa das mesas da varanda da casa, onde fica o restaurante familiar. Em seguida, Daniela veio ligar o som e passamos a ouvir músicas atacamenhas e também músicas revolucionárias chilenas, como Violeta Parra e Victor Jara. Aí sim, nossa anfitriã começou a nos oferecer o banquete atacamenho, nos trazendo pãezinhos de algarrobos, além do famoso e universal (sim, porque em todos os restaurantes do Chile que fomos nos serviram) pebre, uma espécie de vinagrete apimentado e delicioso. Para acompanhar tudo isso, um suco de marmelo, cujo fruto é colhido ali mesmo no quintal da casa e maíz (grão de milho enorme e bem diferente do nosso, bem comum em toda a região andina) tostado na areia. Impossível não fazer um paralelo com nossa marmelada e nosso milho cozido, típicos das Minas Gerais. Terminada essa etapa da comilança, Daniela nos trouxe um delicioso trago clássico do Atacama, mas reinventado por ela, feito de vinho e algarrobo, que é simplesmente divino.
E só depois disso foi que, finalmente, atacamos nosso prato principal: carne de lhama ao molho de cogumelos e quinoa. Só de lembrar já tenho água na boca. Para acompanhar o prato, Daniela nos serviu um vinho orgânico delicioso, produzido por uma vinícola familiar de Toconao, que propositadamente se chama Ayllujustamente porque essa comunidade é uma das quinze ayllus de San Pedro.

Turismo comunitário e sustentável no Ayllu de Coyo, no Deserto do Atacama.
Thiago com o trago de algarrobo e vinho e na mesa os pãezinhos de algarrobo
Turismo comunitário e sustentável no Ayllu de Coyo, no Deserto do Atacama.
O prato principal: carne de lhama com cogumelos e quinoa
(ainda e possível ver na foto, a taça com suco de marmelo e a outra de vinho, além do pebre- o molhinho que parece vinagrete)

E, como se não bastasse, ainda tínhamos o postre, uma mousse de alfarroba com chañar e quinoa confeitada. Não há palavras para descrever a deliçura que era aquilo. O chañar é outro elemento importante na culinária local e seu fruto também vira xarope para adoçar especiarias, assim como a alfarroba. Além disso, sua madeira é usada na alvenaria de casas e móveis. Essa é uma planta que não existe no Brasil e eu nem sei qual é a tradução de seu nome para o português.



Turismo comunitário e sustentável no Ayllu de Coyo, no Deserto do Atacama.
Mousse de algarroba e chañar com quinoa confeitada


Foi uma experiência mais que gastronômica. Foi uma imersão na música, culinária, história e agricultura atacamenhas que serviu como uma verdadeira aula de como vive esse povo.

E a aula ainda não tinha terminado, já que depois do almoço, Seu Guillermo, pai da Daniela, veio conversar conosco. Um senhor forte e robusto, de fisionomia grave, mas aparência jovial, que não aparentava, mas já passava dos setenta anos. Após trabalhar por trinta anos na maior mina de cobre do Chile, Seu Guillermo conseguiu dar uma boa condição de vida para família, que apesar da simplicidade, tem bastante conforto e condições financeiras. Com sua genuína sabedoria, nosso anfitrião nos contou a história de seu povo e ao saber de minha profissão me ensinou sobre os poderes curativos que as plantas do deserto tem, fazendo com que todos ali sejam saudáveis e tenham vida longa, o que os afasta da necessidade de procurarem médicos com frequência. Foi uma tarde agradabilíssima e apenas me ressinto de não tê-lo fotografado, mas a conversa estava tão intensa e interessante que me esqueci completamente disso.

Turismo comunitário e sustentável no Ayllu de Coyo, no Deserto do Atacama.
Quintal

Aldeia de Tulor

E quando achávamos que iríamos tirar uma sonequinha após nos refastelarmos no almoço e na prosa, nos enganamos, já que descobrimos que a poucos metros de onde estávamos, encontrava-se um dos mais importantes e antigos sítios arqueológicos do Chile, a Aldeia de Tulor. Assim que descobrimos isso, decidimos ir até lá e já no fim da tarde, partimos para conhecer o lugar. Deixarei para escrever sobre o que aprendemos lá num post separado, já que são muitas as informações que coletei na visita guiada que realizamos com uma das moradoras da região.

Turismo comunitário e sustentável no Ayllu de Coyo, no Deserto do Atacama.
Aldeia de Tulor com o Vulcão Licancabur ao fundo

Depois de um deliciosa caminhada no retorno, descansamos um pouco e assim que escureceu, Seu Guillermo nos chamou para o jantar. Dessa vez, sentamo-nos todos juntos: Daniela, seus pais, seu pequeno filho Sebastian e Emanuel, já nosso conhecido desde a véspera e com quem arranjáramos tudo para a estadia ali. Comemos uma deliciosa sopa ao lado da lareira quentinha da família, já que logo que o Sol caiu, o frio castigou, pois assim é no deserto, todas as noites.
Foi um agradável jantar regado à boas conversas, trocas, brincadeiras com o bebê (que adorou o Thiago e não queria desgrudar de nós) e ainda acertamos com Emanuel para que ele nos levasse, no dia seguinte, para conhecer alguns pontos menos turísticos da região. Tudo acertado e de barriga cheia, fomos dormir felizes pelo dia intenso de convívio com aquela linda família tão zelosa de preservar suas origens e costumes. Para mim, são dias como esse que fazem valer a pena todo o esforço de viajar sem roteiros definidos, nem com agências de turismo.

Turismo comunitário e sustentável no Ayllu de Coyo, no Deserto do Atacama.
O pequeno Sebastian, filho de Daniela

Turismo comunitário e sustentável no Ayllu de Coyo, no Deserto do Atacama.
Da esquerda para a direita: Daniela, Sebastian, Samuel, Thiago e Monica
(na cozinha da família)

O dia seguinte foi nosso último no Atacama e o usufruímos passeando com Emanuel (o que também relatarei em post separado) e, após o dia cheio, era chegada a hora das tristes e saudosas despedidas do deserto e de nossos queridos anfitriões. É nesse contato íntimo com os costumes e rotina dos nativos que me sinto verdadeiramente viajando por novas culturas e saberes. E não tenho dúvidas que foram esses poucos (mas intensos) momentos de convivência com Daniela e sua família que fizeram nossa estadia no Atacama inesquecível. Não fosse por isso, teríamos apenas lembranças de belas paisagens, mas sem a vida e as histórias que aprendemos em sua calorosa companhia.

Informações Práticas

Onde e como chegar?
A Daniela recebe os turistas na sua própria casa, no Ayllu de Coyo, que fica a 6km de San Pedro do Atacama. É possível chegar facilmente de bicicleta, ou carro de passeio. E também é possível fazer com a própria Daniela (ou alguém de sua família) o translado entre San Pedro e Coyo, que foi a opção que escolhemos.
Para quem for de forma autônoma, o endereço é: Pasaje Kara- Ama Sitio 14 C

Contato
Turismo comunitário não tem a mesma lógica de um hotel, que vive para o turismo, portanto é necessário ter em mente que nem sempre o acesso à internet é fácil por lá e o contato pode ser um pouquinho demorado, mas é possível contato com a Daniela da seguinte maneira:
Email: dav.vilchez@gmail.com
Celular: +56 9 9537-8175


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3 comentários:

  1. Uau! que experiência rica e sem igual. Longe do turismo chato e falante, desde sempre.
    Eu adorei tudo, incluindo o banquete, que achei de um capricho espetacular. E a simplicidade é o ingrediente principal e poderoso, na minha opinião. É ela, a simplicidade que encanta.
    O pequeno Sebastian é uma graça, que olhos!
    Beijocas.

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    1. Foi uma experiência única, Maria Gloria! Recomendo muito, principalmente pra você que gosta da boa gastronomia! ;)
      Um beijinho

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    2. Sobre este eu post, eu comentei até com o maridex, pois gostamos de viajar assim, bem longe de centros turísticos e guias. Nada pode ser comparado a liberdade e as descobertas, em uma viagem.
      Eu penso que assim é que, de verdade, conhecemos a cultura local.
      Beijocas Ana e, feliz dia do pais, aos papais que ama.

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