sexta-feira, 18 de março de 2016

Ávila, um retorno ao medievo espanhol

"Espera um pouco, filha, e verás grandes coisas."
(Santa Teresa de Ávila)
Muralhas de Ávila, na Espanha.

Já era noite quando chegamos à Ávila. Saímos da estação de trem num frio de quebrar ossos, que piorava com o vento gelado que soprava no rosto. Eu me vestia como beduína apenas com os olhinhos expostos e eles pareciam não acreditar no que viam, quando nos deparamos com a  Iglesia de San Vicente e logo em seguida com elas: as estonteantes Muralhas de Ávila. A iluminação noturna parecia aumentar ainda mais a magnitude do lugar e fez com que, por alguns minutos, nós sequer lembrássemos do frio que fazia.
Eu até tentei registrar aquele momento, mas a sensação térmica somada à minha inabilidade de fotografar à noite me impediram de fazê-lo, porém a imagem ficou na minha memória e não sairá jamais. E essa foi só a prévia do que viria nos dois dias seguintes. Ávila nos seduziu. Claro que em grande parte por ser a primeira cidade medieval que conhecemos, mas principalmente pelo que é por si mesma: o lugar com as muralhas medievais mais bem preservada de toda a Espanha e quiça da Europa.

Muralhas de Ávila, na Espanha.
Muralha com Sol

As muralhas de Ávila

E preservada por um motivo curioso. Quando, no século XIX, se determinou a derrubada de todas as muralhas do país, na tentativa de facilitar a comunicação entre as cidades, Ávila enfrentava uma grave crise econômica, o que impossibilitou que as autoridades da época cumprissem a ordem real pelo simples fato de não haver dinheiro disponível para isso. Foi assim que as muralhas permaneceram intactas para nossa sorte, que hoje podemos admirar os 2,5km de extensão da portentosa construção militar-cristã. 

Muralhas e Catedral de Ávila, na Espanha.
Muralha sem Sol

Ela continua lá monumental como quando foi construída no século XII, num período em que várias cidades amuralhadas foram sendo erguidas por toda Europa, como forma de proteção contra as invasões muçulmanas que ainda persistiam desde o início da Idade Média, além da instabilidade que se vivia na ocasião na Espanha entre os reinos de Castilla e León.

Muralhas de Ávila, na Espanha.
A vida intra-muros

Para garantir a ocupação e defesa do território, o Rei Alfonso VI de Castilla ordenou a construção da muralha na cidade de Ávila que vivia, na época, quase abandonada após a expulsão dos muçulmanos. Já havia uma proteção ao redor da cidade, mas foi com a chegada de Raimundo de Borgonha para executar a obra do rei, que surgiu a muralha tal qual a vemos hoje. Na construção, foram usados restos de pedras de monumentos antigos, da época da romanização da Espanha. Assim é que várias pedras que compõem a muralha tem formatos e ondulações que tinham função para os edifícios românicos, mas não tem nenhuma utilidade além de sustentação da muralha. 

Muralhas de Ávila, na Espanha.

E que sustentação impressionante essa que se mantém firme e forte há nove séculos. Claro que foram feitos reparos e até modernizações ainda na Idade Média, já que a muralha teve que se adaptar ao desenvolvimento de novas tecnologias militares, como o uso de canhões e artilharias, que ainda não existiam, quando da sua construção.

O auge da cidade foi no século XVI, quando a maioria de suas igrejas foram construídas. Mas após seu declínio no século XVII, quando Ávila foi acometida por epidemias e uma debandada da nobreza, as muralhas ficaram praticamente abandonadas e quase sem nenhum reparo. Foi assim até 1982, quando foram redescobertas e se tornaram sítio de interesse cultural na Espanha e em 1985, quando finalmente ganharam o título de Patrimônio da Humanidade, pela UNESCO.

Muralhas de Ávila, na Espanha.
Caminhando pelas muralhas

E para mim foi emocionante caminhar pelas famosas Muralhas de Ávila e ver a cidade do alto e ter a dimensão do quão grandiosas são essas construções, quase todas mais velhas que qualquer prédio no Brasil. Essa dimensão de tempo é algo que me impressiona e fiquei ali o tempo todo pensando nessa ideia de que aquelas pedras que eu pisava tinham mais de mil anos e foram também pisadas por centenas de gerações de guerreiros, nobres, muçulmanos, católicos e judeus. Isso é algo realmente fabuloso.

Muralhas de Ávila, na Espanha.
Mais muralha

Ávila e seus monumentos

E o mais bacana de passear pelas muralhas é ter a dimensão das construções da cidade intra e extra-muros e que são ainda mais impressionantes vistas de cima. A principal delas é a Catedral del Salvador, considerada a primeira em estilo gótico na Espanha, construída no século XII com função religiosa e também militar, já que suas paredes estão inseridas dentro da muralha e sua abside constitui um dos  85 semi-círculos, que compõe a muralha.

Muralha e Catedral de Ávila, na Espanha.
Onde Muralha e Catedral se unem

Se por fora, ela já impressiona, por dentro ela encanta. Grande parte de suas pedras tem uma tonalidade rósea mesclada com branco, que de certa forma lembra o mármore. A ideia inicial era construir toda a catedral com essas pedras, mas durante a edificação, os arquitetos perceberam que ela não era forte suficiente para sustentar todo o edifício e terminaram a construção com as mesmas pedras cinzas que também vemos na muralha.

Catedral de Ávila, na Espanha
Por dentro da Catedral

Catedral de Ávila, na Espanha.
Pedras rosas compõe parte da estrutura da Catedral

Apesar de estar longe de ser a mais rica das catedrais góticas européias, o cuidado com os detalhes e as soluções arquitetônicas encontradas aqui são admiráveis e inovadoras. Um charmoso pátio central com um agradável jardim também ajuda a tornar o passeio mais aprazível, mesmo com o frio que encaramos lá dentro. Sem dúvida que foi, para nós, uma ótima introdução à arquitetura gótica marcante da Idade Média.

Catedral de Ávila, na Espanha.
Jardins da Catedral

Outro prédio impressionante na cidade, que me seduziu logo de cara, quando chegamos naquele fria noite de Ávila é a esplendorosa Basílica de San Vicente, que foi sendo construída ao longo dos séculos XII e XIV. A igreja foi edificada no local onde dois mártires católicos foram sacrificados no ano 306 por judeus que perseguiam os novos cristãos. Diz a lenda que o próprio perseguidor, arrependido, foi quem mandou erguer um templo em homenagens aos dois. Se verdade, ou mentira não saberemos nunca, mas só de ter esse lugar magnífico, que remete ao cristianismo nascente já é algo emocionante.

Basílica de San Vicente, em Ávila, na Espanha.
Basílica de San Vicente

Santa Teresa de Ávila, a filha predileta

E a marca do catolicismo teve presente durante toda a história da cidade, por vários motivos, mas talvez o principal tenham sido o fato de que aqui nasceu e viveu, em pleno auge da cidade e da Inquisição, no século XVI, Santa Teresa D`ávila, fundadora da Ordem das Carmelitas Descalças. Sua devoção e insistência de votos de pobreza chamaram atenção dos inquisitores da época, colocando-a em perigo, ainda mais quando ela passou a afirmar que teria visto Jesus Cristo, num de seus momentos de êxtase (que provavelmente ocorreu, quando a freira foi acometida por uma grave doença e que muitos acham ter sido malária). Nesses momentos de epifania, Teresa sentia o Cristo enfiando-lhe uma lança em suas entranhas e o que ela sentia era uma dor descomunal, mas que ela não gostaria que terminasse jamais. A história de Santa Teresa é de um erotismo delicado e obviamente que a colocou em risco num tempo que qualquer pulsão sexual era pecado. Mas não demorou para que sua devoção, que não deixa de ser uma forma de erotismo (no sentido de grande concentração de energia libidinal) fosse reconhecida e apenas quarenta anos após a sua morte, ela foi canonizada.

Santa Teresa de Ávila
Santa Teresa de Ávila

Ávila tem muitos mosteiros fundados por Teresa e outros tantos monumentos em homenagem à santa que é o orgulho da cidade. Meu primeiro contato com a devoção à ela foi logo na entrada da muralha, onde uma linda estátua sua orna a entrada da Puerta del Alcázar. Além disso, quase em frente à estátua, ainda extra-muros fica a importante Plaza de Santa Teresa, onde encontra-se a bela Iglesia de San Pedro com outra estátua da santa à sua frente.

Iglesia de San Pedro, em Ávila, na Espanha.
Iglesia de San Pedro com a estátua de Santa Teresa em frente

Plaza Santa Teresa de Ávila, na Espanha
Plaza Santa Teresa de Ávila

Mas o local mais importante para os devotos da santa fica mesmo extra-muros e relativamente próximo dali, que é o Convento de San Jose, o primeiro fundado por Teresa em 1562, quando criou a Ordem das Carmelitas Descalças, numa tentativa de retomar os votos de pobreza e austeridade, num período em que os conventos eram cada vez menos de clausura e tinham vários luxos inadmissíveis para a freira, que se tornaria santa. Teresa foi corajosa e enfrentou seus superiores, correndo risco até mesmo de ser perseguida pela Inquisição e conseguiu seguir com seus projetos, durante toda a sua vida.

Convento de San Jose, em Ávila, na Espanha.
Convento de San Jose, o primeiro fundado por Santa Teresa
Outro lugar que tem referência à santa e foi construído em sua homenagem é o Convento-Iglesia de Santa Teresa, erguido no século XVII, sob o fundamento do que supostamente foi o local de nascimento da freira. Aqui, é um dos poucos pontos da cidade que a entrada é gratuita, fazendo jus ao legado de simplicidade deixado por sua madre fundadora.

Iglesia de Santa Teresa, em Ávila, na Espanha.
Iglesia de Santa Teresa vista de uma das portas da muralha

Altar de Santa Teresa, em Ávila, na Espanha
Altar de Santa Teresa, no interior da igreja que tem seu nome

Torquemada, o filho pródigo de Ávila

Se por um lado, Ávila viu nascer Santa Teresa, foi aqui também que veio ao mundo em 1420, Tomás de Torquemada, o Inquisitor-mor,  um dos maiores perseguidores do ditos hereges (principalmente judeus) e que condenou milhares de pessoas à fogueira. Torquemada fundou, em Ávila o Monastério de São Tomás, onde passou grande parte da sua vida. É curioso, pois há poucas referências à essa figura histórica, quando caminhamos pelas ruas de Ávila, ou quando conversamos com os abulenses. Esse filho pródigo, ao que parece, traz certo incômodo à cidade.
Mas penso que conhecer os santos e os algozes fazem parte do que é, de fato, entender a religião e , por conseguinte, a alma humana. Afinal, quem criou toda e qualquer religião fomos nós mesmos, seres humanos com nossas qualidades e defeitos e me parece ingênuo pensarmos que alguma religião vá ser perfeita.

Ávila na Espanha, vista do alto da Muralha
Ávila extra-muros vista do alto da muralha com destaque para a Iglesia de Santiago

E o dia termina em Ávila...

Ainda em Madrid, tivemos a notícia de que teria risco de neve em Ávila nos dias que estaríamos lá. Obviamente que como bons brasileiros, adoramos a previsão e partimos pra cidade cheios de excitação para ver uma nevasca, pela primeira vez em nossos vidas. 
Chegamos no frio, mas sem chuva e passamos a manhã seguinte na expectativa. O tempo fechava e abria rapidamente até que quando terminávamos nossa volta pelo alto da uralha, voilá, começamos a sentir pequenos flocos caindo na roupa. Eu fiquei num misto de alegria e medo, afinal estávamos longe do hotel e não sabia como seria aquela experiência completamente nova para mim. 
Os flocos eram fraquinhos e inconstantes. Iam e viam e nem chegaram a nos incomodar. Chegamos próximos ao hotel e na praça do Plaza del Mercado Chico, começamos a sentir a neve um pouquinho mais forte, mas ainda fraca. Apesar disso, já ficamos felizes da vida, achando um máximo tocar aqueles floquinhos que parecem simplesmente sumir da mão. Mas logo a neve passou e o tempo abriu novamente. Uma frustração leve nos assolou, mas o melhor ainda estava por vir.

Plaza del Mercado Chico, em Ávila, na Espanha.
Plaza del Mercado Chico

Com o tempo mais aberto, decidimos caminhar até um dos pontos considerados de melhor visão das muralhas: o Humilladero de los Cuatro Postes, que fica fora dos muros e está um pouco acima do nível da cidade. Humilladeros eram monumentos religiosos, construídos pelos cidadões das vilas em sinal de piedade para com os viajantes que vinham cansados de longas jornadas e poderiam ali ter um local de descanso. O de los cuatro postes foi construído em 1566 em estilo românico e conta a lenda que foi aqui que Teresa de Ávila e seu irmão, ainda crianças, foram interceptados pelo tio após fugirem de casa para se oferecerem como mártir aos muçulmanos.

Humilladero de los Cuatro Postes, em Ávila, na Espanha
Humilladero de los Cuatro Postes

Depois de uma agradável caminhada, passando por um rio, o que se vê é de tirar o fôlego. Ávila se descortina aos nossos olhos e dali todo o esplendor e força de suas muralhas fica explícito.

Muralhas de Ávila, na Espanha.
Thiago e Ávila: muito amor numa foto só!

Mas logo vimos que do outro lado da cidade, uma nuvem negra se aproximava. E rapidamente. Não nos demoramos por ali e logo começamos o caminho de volta, na certeza de que cairia um temporal em breve.

Ávila, na Espanha.
Céu de chumbo no caminho de volta à cidade

Chegamos sãos e salvos ao hotel e pensamos que mais uma vez, nos enganaríamos com o tempo. Mas que nada. Foi só a gente se esquentar na calefação do quarto, que começamos a ouvir um certo frisson na rua. Eu estranhei e falei pro Thiago: 
- Acho que está nevando.
Abrimos a janela e não deu outra. Caía uma neve consistente, com flocos grandes e linda. Ali do quarto mesmo começamos a brincar com os flocos e logo descemos para sentir mais daquela sensação gostosa da leveza e delicadeza da neve. Estava um frio tenebroso, mas a euforia era maior e passamos ali uma meia hora brincando, filmando e fotografando, enquanto os moradores da cidade, já acostumados com a neve, passavam sem nem ligar pro fenômeno (e provavelmente ainda deviam estar rindo de nós por dentro). O Thiago estava apenas de chinelo e essa foi a única intervenção que tivemos: uma senhora muito gentilmente o repreendeu e mandou-o calçar sapatos fechados para ele não se resfriar. E foi só ali que nos demos conta da falta de calçados...

video

Ávila nos encantou e fomos embora com uma sensação de termos voltado no tempo e de estarmos efetivamente em plena Idade Média. E quis o destino nos presentear, no caminho de volta para Madrid com uma paisagem belíssima e completamente branquinha, depois da nevasca da noite anterior. Foi a despedida perfeita de um lugar mágico.

Ávila, na Espanha
Paisagem no caminho de volta à Madrid, após a nevasca


Informações Práticas:

Como chegar?
Ávila fica a pouco mais de 100km de Madrid e tem acesso fácil de trem, que chega em 1h30, a partir da Estação Chamartín. Horários e tarifas podem ser pesquisados na página do Renfe Cercanías, nesse link.

O que visitar?
Sem dúvida que o mais gostoso em Ávila é andar despretensiosamente por suas ruas de pedra e deixar-se surpreender pelas tantas igrejas e monumentos do caminho. Mas alguns pontos são fundamentais para conhecer a cidade, como:

1- Muralhas de Ávila: a cidade fica cercada por elas, mas para subir em sua estrutura existem dois acessos diferentes: um trecho mais curto, pela Puerta del Alcazar e outra bem maior pela Carnecerías (local, aliás, onde é comprado o ingresso de entrada). As muralhas abrem sempre às 10h e seu fechamento varia com a estação do ano, fechando às 21h no verão e às 18h no inverno. A entrada é gratuita nas quartas-feiras entre 14h e 16h. Não abre às segundas-feiras. Valor da entrada: 5 euros.
Mais informações na página oficial das Muralhas de Ávila nesse link.

2- Catedral del Salvador: vale a visita por ser a primeira na Espanha em estilo gótico e, por isso, ter influenciado a arquitetura de outras igrejas subsequentes. A entrada é na Plaza de la Catedral e não é difícil encontrá-la, já que suas torres são vistas de longe. O horário de visita é de segunda à segunda, abrindo as 10h30 e fechando em horários variados entre 18h e 19h, dependendo do dia da semana. Valor da entrada: 5 euros.
Mais informações na página oficial da Catedral de Ávila nesse link.

3- Humilladero de los Cuatro Postes: a melhor vista da cidade e ainda com entrada gratuita e com horário irrestrito. Vale a pena dormir na cidade para assistir aqui o pôr do Sol, ou para ver a noite o espetáculo das luzes que iluminam toda a Muralha, principalmente nos meses mais quentes do ano. Nós dormimos duas noites na cidade, mas não conseguimos vir aqui à noite, por causa do frio. Sem problemas, porque de dia, a vista também é linda!

6 comentários:

  1. Estou com uma pontinha de inveja desse seu deslumbramento. Sabe, aqui em Portugal e na Europa, de uma maneira geral, há tantas vilas e cidades medievais que acabamos por nos habituarmos e convivermos com o património como se fosse algo banal.
    A minha cidade, por exemplo, também tem o centro histórico classificado pela Unesco, o que é motivo de orgulho, óbvio, mas também retira algo dessa sensação de fascínio quando conheço outros destinos históricos.
    Que bom que teve a sua paisagem de neve.
    Continuação de boas aventuras
    Ruthia d'O Berço do Mundo

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Hehehehe! Pois é, Ruthia! Ávila foi uma das primeiras cidades que visitamos e desde lá passamos por tantas outras que estamos começando a perder esse deslumbramento também, o que não queremos de jeito nenhum, afinal o melhor de viajar é se deslumbrar, não? Estamos até pensando em mudar um pouco o roteiro e ir pra praia pra "desviciar" o olhar de tantas igrejas e monumentos! rs
      Um beijo!

      Excluir
  2. Ola, estamos pensando em em passar por Ávila em 7 de março de 2017. Quando vcs foram? Será que ainda podemos pegar neve?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Guilherme, estávamos em Ávila entre 5 e 7 de março! Não é a melhor época pra ter neve, mas se nós tivemos essa sorte, vocês também podem ter, né? rs
      Abraços

      Excluir
  3. Olá. Muito legal o site. Tem me ajudado muito no meu planejamento.
    Gostaria de tirar duas dúvidas com vocês, caso possam me ajudar:
    1) Entre Segóvia, Toledo e Avila, se tivessem que escolher duas das três, quais seriam?

    2) Estou planejando para setembro 2 dias em Madri e separar outros dois dias para bate-volta (duas das três cidades acima). Inclusive pensei em Ávila para um passeio de meio dia (tarde noite) e passar mais uma manhã em Madri. O que acham?

    Abraços

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Leonardo! Que bom que o blog tem lhe ajudado! fico feliz! :)
      Respondendo suas perguntas:
      1- Fizemos essa escolha no nosso roteiro e ficamos com Toledo e Ávila! Os aquedutos de Segóvia me parecem fabulosos, mas queríamos conhecer as muralhas de Ávila, as mais bem preservadas da Europa, então Segóvia ficou pra próxima viagem! rs
      2- Nós passamos um fim de semana inteiro em Ávila, pois sempre viajamos devagar, mas é possível conhecer as principais atrações da cidade em um dia. Se chegarem no almoço e ficarem até a janta será bem corrido. Será que compensa a correria? Uma ideia é pegar um trem noturno pra Ávila, acordar bem cedinho no dia seguinte (o que é ótimo pra aproveitar a cidade ainda sem turistas! rsrs) e voltar à tarde pra curtir Madrid, daí acho que faz mais sentido. Até porque ver Ávila iluminada durante a noite é fabuloso!!!!
      Espero ter ajudado!
      Beijos

      Excluir