terça-feira, 12 de julho de 2016

Estocolmo e seus canais

Pôr do Sol num dos canais de Estocolmo, na Suécia

O mapa de Estocolmo é difícil de entender, principalmente pra alguém que, como eu, não tem nenhum senso de direção e se perde até em estacionamento de shopping. Confesso que penei um pouco pra me localizar entre tantos canais, pontes e ilhas. No centro da cidade isso até foi mais fácil, pois as torres principais me serviam como referência, mas na periferia da cidade isso foi uma tarefa árdua, já que um labirinto de canais se forma entre pinheiros e abetos. A grande vantagem é que não precisamos sair muito do centro pra conhecer uma outra Estocolmo, praticamente rural, campestre e absolutamente verde. Enquanto no centro, os canais tem suas bordas cimentadas, na periferia os canais são naturais e com suas margens preservadas do impacto humano e povoadas por pássaros e árvores típicas.

Estocolmo, capital da Suécia e seus lindos canais
Estocolmo e seus canais
(foto do celular)

Eu tive a sorte de passar alguns dias, numa das ilhas da periferia de Estocolmo, de nome Kärsön e fiquei hospedada às margens do Lago Mälar, que não é exatamente um lago, já que tem conexões com todos os canais de Estocolmo, assim como com o Mar Báltico. Mesmo estando a apenas meia hora do centro, me senti como se estivesse no campo, tamanho o contato com a natureza que pude ter ali, ao mesmo tempo, que tinha acesso à toda a estrutura e mordomia dos grandes centros urbanos. Por alguns momentos eu até pensei que morar naquele lugar seria bom, mas logo me lembrava do inverno sueco e das poucas horas de luz que iria ter e desistia imediatamente da ideia.

Pôr do Sol num dos canais de Estocolmo, na Suécia
Pôr do Sol às margens do Lago Mälar na Ilha de Kärsön
(foto do celular)

Mas, como fui no verão, fui agraciada com longos e deliciosos dias de Sol, que duravam até 22h da noite. E foi me aproveitando dessa vantagem, que fiz um passeio de barco entre a ilha de Kärsön  e o Gamla Stan, passando pelas ilhas e canais da cidade. Muitos turistas contratam agências pra fazer esse passeio pelo arquipélago de Estocolmo, mas nós (eu e um grupo de colegas de trabalho) apenas usamos uma linha de transporte público, que liga algumas ilhas da região e pagamos bem mais barato do que os passeios de agência.

Fim de tarde às margens de um dos canais da Ilha de Kärsön, em Estocolmo, na Suécia
Parece cena de filme, mas é só Estocolmo
(foto do celular)

Ao lado da estação do ferry boat fica o Palácio Drottningholm, onde moram os atuais reis suecos. A construção é do século XVII, mas foi sofrendo várias modificações por parte de seus moradores reais, ao longo dos séculos. Em 1991, foi declarado Patrimônio Mundial da Unesco, principalmente por possuir o mais bem preservado teatro do século XVIII em toda Europa, mas também por seus jardins e pavilhões com nítida influência francesa.

Palacio Drottningholm, em Estocolmo, na Suécia
Palácio Drottningholm
Pegamos o barco ali do lado do palácio já quase às 20:30h da noite e, mesmo assim, o Sol era de fim de tarde com aquela luz suave que eu acho deliciosa, ainda mais com uma brisa fresquinha que soprava.

Canais de Estocolmo, na Suécia
Sim, essa floresta é em plena Estocolmo, a capital do país

No começo a paisagem é mais natural e menos urbana, mas conforme vamos nos aproximando do centro de Estocolmo, mais casas e prédios vão surgindo. Foi muito interessante ver como a paisagem muda e dentro da própria capital do país, eles conseguem ter uma vida mais tranquila e longe do caos das grandes cidades. Passamos por densas florestas de pinheiros e abetos, flora típica da Escandinávia e fiquei imaginando como são resistentes essas folhas grossas e pontiagudas, que suportam tanto frio no inverno.

Estocolmo, capital da Suécia e seus lindos canais
Navegando pelos canais naturais de Estocolmo, antes de chegar ao centro
Canais de Estocolmo, na Suécia
Mais próximo ao centro de Estocolmo, os canais ficam mais povoados e com suas margens cimentadas

Foi assim, nesse clima ameno e com as energias renovadas pelo contato com a natureza, que chegamos ao burburinho do Gamla Stan para uma rápida caminhada pelo centro. Depois, nosso grupo se separou e a turma da balada foi procurar onde se divertir, enquanto a turma dos que se divertem mesmo com duas bolas de sorvete (eu, incluída) fomos atrás de uma entre tantas opções de onde comer na cidade. Afinal, o dia seguinte começava cedo.

Informações práticas

Infelizmente, encontrei poucas informações online sobre o transporte entre o Palácio Drottningholm e o centro de Estocolmo. A operadora da linha é a Strömma Kanalbolaget, mas os preços que encontrei na página deles na internet está diferente do que eu paguei. O passeio dura uma hora e os horários variam bastante ao longo do ano e eu recomendo fortemente fazê-lo numa hora que case com o pôr do Sol.


Mais sobre Estocolmo:

2 comentários:

  1. É como entrar numa outra dimensão. Alguém imaginaria viver numa das principais cidades do seu país sem trânsito caótico, poluição, labirintos de betão? Como dizes Ana, só a falta do sol nos impede de nos mudarmos, de armas e bagagens para essas paragens onde o palavra civilização faz sentido!
    Beijinho querida

    P.S. Já escolheu o destino da sua missão?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ruthia, o único lugar que eu moraria fora do Brasil seria Portugal! ;)
      (mas, as vezes, a gente não manda no destino, ne?)

      Ainda não sei a missão e estou aguardando ansiosamente! rs
      Beijinhos

      Excluir